Sinal Verde !

Dividir para multiplicar ! Dividir com os leitores o conhecimento, idéias e sugestões para que estas possam ser usadas na multiplicação da capacidade crítica daqueles que lutam pela evolução cultural, econômica e social do nosso país.

28

de

dezembro

Monitoramento e Avaliação de Projetos

De acordo com os institutos de pesquisas vemos que freqüentemente os projetos falham. Não importa se é um projeto da área técnica, educacional ou mesmo de cunho particular.

O GARTNER nos informa que 50% dos projetos são estouram o orçamento e que 70% falham no cumprimento de cronograma, custos e nas metas de qualidade. Outro instituto, o CHAOS divulga que 50% dos projetos são cancelados e 82% são concluídos com atraso e nas divulgações da KPMG o destaque é de que 40% ou menos dos projetos atingiram seus objetivos somente um ano depois.

Os problemas que ocorrem além de não se alcançar os resultados esperados é que em muitas vezes os projetos são executados com sucesso, mas não trazem benefícios. O verdadeiro problema é a falta de alinhamento entre os objetivos e as atividades desenvolvidas, isto é, falta um monitoramento mais rígido para que sejam antecipadas e identificadas as causas da falha do projeto.

A avaliação deve ser planejada para analisar o andamento e os resultados atingidos de acordo com as ações programadas e executadas. Ela deve também estar baseada na qualificação e definição de parâmetros gerais e específicos. Nos gerais, comuns a todas as ações dos projetos. Os específicos tratam dos resultados de cada área de atuação particular do projeto.

Como resultado, o monitoramento e avaliação devem gerar um conjunto de recomendações que ajudarão a consolidar o projeto alinhando-o as metas definidas inicialmente e o principal de tudo, garantir que outros projetos que se iniciarem utilizem as melhores práticas e eliminem ou minimizem os erros e desvios identificados.

16/Dez/2008

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Arno Rogério Tancredi Mallmann

Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing e pós-graduado em Educação Ambiental.

28

de

dezembro

A Consciência da Solidariedade

O que é educação? O que é educar? Podemos definir de diversas formas, porém, a definição mais completa de todas, e talvez a mais humana, é a que podemos descrever como: formar pessoas, de acordo com valores, idéias e ideais que brotam da vida espiritual de uma coletividade, isto é, formar membros de uma comunidade, que a ela darão sustento e perenidade, que serão pessoas aptas para viver em sociedade e a manter e preservar o ambiente onde ela se desenvolve. A sociedade define o que quer ser e como quer viver, tomando, a partir daí, diretrizes que irão guiar sua educação formal.

Estamos constantemente educando, transmitindo valores, compartilhando experiências, mesmo fora da educação formal. Porém, o ambiente competitivo e violento em que vivemos hoje, nos educa para o mal, porque vemos nosso semelhante, como inimigo. “Educar para cidadania” é resgatar a solidariedade, o respeito ao próximo, porém sempre com uma visão crítica, com a busca por soluções comunitárias e não mais individualistas. A ênfase está na coletividade. Nesta situação, a EA tem grande importância, pois busca a preservação do meio ambiente como bem coletivo; ensina a busca por soluções sustentáveis; não há como ser individualista, pois necessitamos de todos os elementos do planeta e de toda colaboração dos indivíduos que nele habitam. Através da EA ensina-se a busca por troca de experiências e casos bem sucedidos de preservação e manejo sustentável; ensina-se o olhar crítico, o cuidado em cada ação.

O aprendizado através do sucesso de outras pessoas é real. Cidadãos unidos conseguem aprender e ensinar melhor, repassar valores e experiências; obtém mais sucesso, pois tem mais força. A EA deve, além de disseminar conhecimento, indicar alternativas, demonstrar exemplos de sucesso. Deve evitar o risco de ser mais um modismo. Ela precisa emocionar cidadãos para colocá-los em ação, através do apelo ao senso estético e à solidariedade.

O senso estético é o amor pela beleza, o respeito às diversas formas de vida. Deve-se ensinar aos indivíduos o amor aos animais, à flora, à perfeição da natureza, e também ensinar que se não preservarmos o que ainda há e não começarmos urgentemente a recuperar o que foi destruído, algo que o nosso capitalismo selvagem não se preocupa, e muito menos, ensina. A solidariedade é extremamente importante porque estamos uns ligados aos outros. Somos co-dependentes. Todas as nossas ações trazem conseqüências para nós e para a sociedade de modo geral, positiva e negativamente. Sublinhar esta forma de solidariedade, construir sua consciência, é vital e é uma das grandes atribuições da educação voltada para a preservação ambiental e para a construção de uma sociedade justa, equilibrada e sustentável.

29/Out/2008

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Arno Rogério Tancredi Mallmann

Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing e pós-graduado em Educação Ambiental.

28

de

dezembro

Pensando projetos de Educação Ambiental

Exemplos de projetos desenvolvidos

Este é um resumo da adaptação do texto Educação Ambiental, Alternativas Metodológicas, de Denise Alves, 2000. São três projetos selecionados, desenvolvidos em várias partes do país, e contemplam os princípios da Educação Ambiental preconizados neste curso.

Projeto Patrimônio, Vida e Preservação

Segundo a coordenadora do projeto, surgido em 1996, seu objetivo é de complementar e aprofundar a questão do patrimônio para os alunos, em todas as formas e aspectos em que se mostra. A meta principal deste projeto, resumidamente, é fazer com os alunos encontrem e mantenham seus caminhos em direção à preservação do patrimônio. A metodologia do projeto utiliza oficinas educativas, culturais e psicomotoras através de atividades de sensibilização, enfatizando que o uso do corpo, nosso primeiro patrimônio, influencia nosso pensamento e o nossa presença no mundo. Segundo a proposta de Sensopercepção em Ações de Educação Ambiental, o desenvolvimento predatório é resultado de um estilo de vida alienante. A sensibilização auxilia na percepção dos problemas ambientais e na busca por soluções.

Rancho Fundo – Histórias em torno de um Projeto de Educação Ambiental

Rancho Fundo é um bairro do Distrito de Vila de Cava, município de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. É uma área rural, situada a 45 km da capital do Estado do Rio de Janeiro, com 5.000 habitantes. O objetivo do projeto era identificar os problemas ambientais do bairro, produzir material educativo para população e depois distribuí-lo. A metodologia empregada foi a pesquisa-ação, porque se trata de uma proposta de transformação da realidade através da população, como agentes de mudança. Identificados os problemas, foi criado o Grupo de Representantes da Rua (GRR), que discutia os problemas e davam andamento nas soluções discutidas para melhorar as condições de vida do lugar. O projeto visava a educação política dos moradores, de forma a saírem da passividade, tornando-os ativos na busca de soluções. Através do apoio da TV Maxambomba (e depois o Jornal), popularizaram os problemas locais e auxiliaram apontando novos problemas e soluções, tornando a comunidade consciente e ativa. Como resultados foram produzidos vários vídeos, que serviram de exemplo em mostras internacionais de trabalhos desenvolvidos em âmbito local que alteram a realidade, que transformam o cotidiano. Esta experiência foi sistematizada para dar-lhe visibilidade para outras pessoas em outras comunidades. O livro Bem pra lá do fim do mundo: histórias de uma experiência em Rancho Fundo, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro sintetizou esta experiência tendo alcançado locais distantes e importantes como o Habitat II, promovido pela ONU.

Projeto Muda o Mundo, Raimundo: Educação Ambiental no Ensino Básico

O objetivo principal do Raimundo é capacitação de professores do ensino fundamental através de metodologia de educação popular centrada em Paulo Freire e na investigação de temas geradores. O projeto visava atender à demanda de formação e aperfeiçoamento profissional e de materiais de apoio, aproveitando experiências já desenvolvidas no país, em âmbito nacional. Seu planejamento foi pautado em processos participativos, com reuniões de equipe composta por educadores ambientais de diversas regiões do país. O projeto desenvolveu um livro educativo, de fácil leitura e compreensão, que serviu de base para educadores. Desde 1997, o projeto está reunindo material para edição de um segundo livro. Em 2000, o projeto realizou diversos cursos de capacitação, envolvendo professores da rede pública do ensino fundamental distribuídos por Brasília, Paraná, Pernambuco, Maranhão, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. Além dos livros, o projeto prevê um apoio permanente por dois anos, para o desenvolvimento e troca de experiências. Nasceu aí o Raimundos, que permite o intercâmbio de experiências e estimula à reflexão e à consolidação de um projeto nacional. A metodologia está pautada na conscientização sobe o mundo em que se viver e no papel de cada indivíduo dentro dele, seguindo ensinamentos preconizados por Paulo Freire. A proposta do Raimundo é estimular uma visão crítica do mundo, enfatizando a influência dos indivíduos no todo, através de atitudes locais e da troca de experiências e informações entre grupos diversos e distintos. É uma educação voltada para uma ação reflexiva, coletiva, em que seu conteúdo está na realidade socioambiental, ultrapassando os limites dos livros e das escolas - uma educação política voltada para a transformação da sociedade.

Conclusão

Os projetos apresentados estão baseados nos princípios teórico-metodológicos da linha socioambiental da Educação Ambiental. Através do reconhecimento da pluralidade e da diversidade cultural, propiciou-se a valorização de experiências de sucesso e à troca de informações entre as comunidades. São ações que estão de acordo com o documento Diretrizes para Operacionalização do Programa Nacional de Educação Ambiental, do IBAMA, que considera fundamental a contextualização das ações e das atividades a serem desenvolvidas. Instiga-se, através desses projetos, a participação do indivíduo, a politização, a interatividade. O processo participativo está na base de todos os projetos bem-sucedidos.

11/Set/2008

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28

de

dezembro

A Educação Ambiental e os problemas socioambientais

Educação Ambiental que já é uma realidade e presente em todos os segmentos da sociedade. Buscam-se assim formas de condicionar as ações da sociedade em atos que produzam um ambiente saudável e sustentável.

Podemos assim, verificar que, de todas as formas busca-se a consolidação da Educação Ambiental para enfrentarmos a grave crise socioambiental da atualidade.

Vemos que metodologicamente a Educação Ambiental segue duas vertentes distintas em relação aos os problemas socioambientais locais. Uma considera estes fatos como temas geradores e outra que os consideram como atividades-fim.

Daí surge a questão. Serão estes problemas resolvidos de uma forma consistente tratando-os somente com a visão e enfoque das relações e variáveis que o cercam limitados as suas fronteiras locais e regionais?

Dessa forma não estaremos atacando o efeito e não a causa dos problemas gerados nessas comunidades?

Pensando e analisando de uma forma imediatista podemos considerar e verificar que atuando e encarando a educação ambiental como atividade-fim teremos resultados rápidos e integralizados. Vemos uma movimentação da comunidade em busca da resolução do efeito do problema e não especificamente da sua causa original. Assim entramos em um ciclo vicioso que pode ser comparado e a devastação de uma floresta pelo fogo, onde, na tentativa de eliminação das labaredas esquecemo-nos de evitar que ele se alastre e nos dedicamos a salvar uma árvore enquanto o restante da floresta é castigada.

Compreendemos os problemas. Atacamos o efeito e não a causa!

A estratégia da resolução de problemas pela abordagem focando no tema-gerador permite que se aplique uma concepção pedagógica comprometida com a compreensão e transformação da realidade. Essa transformação passa pela educação básica e inicial do cidadão começando na escola e no seio da família. Essa base serve de fonte e referência ética e ideológica para que as transformações sociais ocorram movidas pela necessidade de mudanças tanto sociais quanto na relação com o meio-ambiente.

A educação ambiental deve ser discutida, traduzida e encaminhada para ver os fins, e não os meios.

O meio-ambiente estará salvo e a sociedade conscientizada de sua importância somente quando não precisarmos mais tratar a educação ambiental como uma área de conhecimento.

Educação é ética, cidadania e também respeito e preservação ao meio-ambiente!

11/Set/2008

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28

de

dezembro

Horizontes Abertos – A construção de uma sociedade

Nem tanto ao mar nem tanto a terra…

A busca da verdade sempre foi e ainda é uma inquietação para a humanidade. Essa verdade, baseada em regras, leis e normas construídas pelo próprio homem de acordo com as necessidades e interesses em determinado momento para muitos soa como verdades. Para outros, oposição de outras verdades e para uma minoria um dos ingredientes que compõe e estruturam a construção do conhecimento utilizando todas as concepções, tendências, argumentos e fatos para compor não uma verdade, mas um sentido na evolução do ser humano.

Fugindo dos radicalismos, podemos perceber o quanto podemos aprender com tudo que nos cerca. Na busca de uma sociedade ética, o ser humano no mundo deve ser analisado e inserido no contexto como parte de um sistema onde sua experiência é fundamental, mas não a principal. Analisando e interpretando o mundo pela visão hermenêutica, o homem está inserido no contexto de sua passagem histórica como um ser dominante e o dominado. Em seu processo evolutivo vemos momentos que sua inteligência foi ameaçada pela reação da natureza e em outros o contrário. Evoluímos exatamente pela sua condição de animal racional e possuidor de inteligência, construção lógica, cultura e senso de avaliação centrada.

Mas porque então não somos “perfeitos”?

A resposta pode ser obtida por intermédio da hermenêutica, que preconiza a o relacionamento amplo do homem tanto fisicamente quanto eticamente, tomando como alicerce sua história, cultura e linguagem. Estamos inseridos em neste universo como participantes ativos e em alguns casos passivos em função de uma ética e um sentido mais amplo do que uma verdade imposta.

Os paradigmas objetivos de uma sociedade cartesiana e cientificamente se contrapõem na busca da compreensão do nosso EU e de nossas certezas. Em suma, a busca da verdade das coisas baseia-se em um conjunto mais amplo do que a racionalidade cartesiana e uma explicação meramente científica.

A valorização e integração do Homem em uma sociedade justa e harmoniosa respeitando a natureza e as diversas culturas se dará basicamente se o progresso científico estiver alicerçado na ética e no respeito ao próximo. Precisamos avaliar onde queremos chegar e a que preço.

Nossa busca por um mundo mais justo é possível através da consciência de que somos parte desse sistema complexo. Aprendemos e ensinamos a cada momento por erros e acertos e assim construímos a VERDADE DAS COISAS !

21/Jul/2008

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28

de

dezembro

Holismo - O rompimento de éticas retrógradas

A crise ambiental que presenciamos está chegando ao seu limite e pode ser tratada e encarada como o portal para uma nova realidade de abrangência mundial.

A degradação do ambiente pelo uso indiscriminado de todos os recursos naturais como se fossem inesgotáveis atingiram não somente a natureza, mas refletiram diretamente em crises sociais e econômicas. O século XX retrata a maior agressão que o planeta já sofreu pela ação do homem desde o início de sua convivência em grupos primitivos, mas organizados.

Nas sociedades primitivas, a ética extrapolava ao indivíduo, sendo ele um ente integrado com a natureza como um todo. A evolução científica, experimental e industrial trouxe o maior distanciamento do Homem em relação à natureza.

Como podemos verificar navegando pela História, houve diversos momentos que conduziram e orientaram a ética e a conduta humana. A Grécia antiga foi o berço do Antropocentrismo que buscou de forma concreta a superação dos mitos, deuses e da espiritualização da natureza. Também a religião ajudou a elevar o homem como o centro impedindo dessa forma aumentar o conhecimento dos mistérios da natureza, em especial o cristianismo que é considerado a religião mais antropocêntrica que já existiu até hoje.

A revolução científica remeteu a humanidade ao desenvolvimento do pensamento cartesiano que definia o universo como um sistema fechado, mas com seus componentes separados e não integrados.

Somente no século XX, em paralelo a destruição, começa a esboçar-se uma visão diferente e aberta dos sistemas como redes dinâmicas e integradas. Um novo e grande paradigma “renasce”: o universo começa a ser visto como uma rede de relações vivas que incluem o próprio observador, o homem, como ator e não apenas como espectador passivo e neutro.

Esse novo paradigma, chamado Holismo, cria uma teoria de ética ambiental que confere importância a um conjunto de entidades ambientais não individuais, incluindo a biosfera como um todo, espécies, água, e ar, bem como os ecossistemas. Contrário do antropocentrismo, onde o ser humano é apenas uma entre as várias entidades que constituem o nosso planeta.

Vendo sob esse prisma, o holismo rompe com os conceitos antagônicos e desfocados da realidade que vivíamos. Permite que ao conhecermos de forma ampla a crise ambiental possamos avaliar de forma crítica tudo que ocorreu no século XX. Podemos usar a questão ambiental para o início de uma grande mudança de conceitos, modo de viver e valores.

Com essa nova ética, é cada vez mais importante investirmos continuamente na formação de educadores ambientais, formais ou não, para que tenham uma evolução permanente nos seus conhecimentos científico e pedagógico, e para que estejam aptos a lidar com as crises sociais permanentes.

06/Jul/2008

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28

de

dezembro

Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

De tudo que ocorreu no decorrer da Rio-92, evento base para a formulação da Agenda 21, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, foi o produto que deu uma nova visão e sustentação à Educação Ambiental. Este Tratado, que considero a Constituição da Educação Ambiental, rege de forma clara princípios e valores, planos de ação, sistemas de coordenação, monitoramento e avaliação em ações de EA.

Os 16 princípios apresentados no Tratado são claros, únicos, mas, sobretudo complementares e totalmente inter-relacionados. Essa é a razão da dificuldade em identificar e decidir o mais importante. Elencando por ordem de importância, que pode variar de acordo com a perspectiva que se encara a Educação Ambiental, os seguintes princípios foram selecionados.

E educação ambiental é individual e coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.

Toda a mudança ocorre do pequeno para o grande. Começamos com pequenas mudanças, com pequenos atos, individuais, e estes, como a onda que se forma na superfície da água quando é tocada, expandem-se adiante, atingindo distâncias cada vez maiores. As pequenas mudanças começam dentro de nós mesmos, e então, com nosso exemplo, mudamos atitudes de outros membros de nossa sociedade, tornando as mudanças coletivas. Por mais individuais que sejam as atitudes, elas causam influência em âmbito global. Se a formação dessa consciência em cada cidadão, não iremos conseguir atingir o coletivo.

A educação ambiental deve estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas.

A formação de cidadãos que não se acomodem diante da miséria e exploração de outros seres humanos, pelos governos ou pelo consumo criado a partir do capitalismo selvagem, são imprescindíveis para a preservação e manutenção da vida neste planeta. Com a nossa cultura e inteligência, não é aceitável que fechemos os olhos à desigualdade social, à fome, às doenças que assolam populações e ao consumo desenfreado das populações mais ricas. Porém, nossa interferência deve ser realizada dentro de ações democráticas e de respeito diante das leis de cada nação/povo, sem imposição e sem força, através do diálogo, de forma aproveitar hábitos culturais de cada região. A educação ambiental deve ser uma porta à tolerância entre os povos, de forma a facilitar o diálogo e a busca de soluções para os problemas ambientais que cada um enfrenta.

A educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.

Este último princípio, de alguma forma, resume todos, e por isso é muito importante. Se respeitássemos toda e qualquer forma de vida que convive conosco neste planeta, não teríamos hoje invasão de pragas, animais em extinção, miséria em alguns países, desmatamento em outros, secas, aumento da temperatura, degelo, alagamentos, entre outras tantas calamidades que enfrentamos. O equilíbrio dos ecossistemas não permitiria isso. Quando desmatamos, expulsamos uma população de espécies imensas em busca de alimento, sustento para a vida. O inseto que antes não incomodava, pois existia a preservação da cadeia alimentar, torna-se praga. Outras formas de vida nem sempre tem a sorte de encontrar alimento tão perto. Outras não se procriam nas novas condições. O solo não tem mais uma camada de matéria orgânica que o protegia das enxurradas. O gás carbônico não é mais “filtrado” pela agora falta de plantas, que antes o faziam. A nascente, que antes auxiliava no abastecimento de rios, agora está seca. A utilização em larga escala de produtos agrotóxicos destrói o quem antes era mantido sob controle por seus inimigos naturais. Hoje sabemos que existem formas menos nocivas de se produzir com qualidade e baixo custo. A educação ambiental deve desenvolver o pensamento crítico do cidadão para que este desenvolva uma consciência ética sobre o uso e a preservação de cada recurso natural que temos em nosso planeta. Todos os recursos são vida e todos são necessários à propagação da vida.

Não esqueçam. Temos outros 13 princípios que dependem e complementam os três aqui comentados.

03/Jul/2008

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28

de

dezembro

Educação e Ação

Pequenos movimentos com base em novos princípios educativos atrelados ao campo ambiental e aos movimentos contestatórios geraram mudanças de atitudes, reexame de valores, redefinição do progresso e do desenvolvimento. Estas novas perspectivas também trouxeram consigo nova postura para os educadores. Estes tiveram que assumir uma atitude otimista, encarando não só os aspectos positivos da nova educação, mas principalmente as dificuldades de criar um novo homem, consciente e preocupado em preservar a natureza.

A nova missão do educador foi integrar o homem ao meio-ambiente. A tarefa era ensinar que o homem é natureza e não apenas parte dela. Para realizar este feito era necessário confrontar teorias pré-concebidas. A educação ambiental necessitava realizar um trabalho de compreensão, sensibilização e ação. De que forma? Através de ações participativas: uma nova atitude reflexiva exigindo ação; a colocação da teoria em prática; a transformação do pensar em fazer.

A relação do homem com a natureza, colocando esta a seu serviço, gerou graves desequilíbrios. O efeito estufa, a destruição da camada de ozônio, a contaminação das águas e do ar, o desmatamento, entre outros, são efeitos diretos desta relação desequilibrada desencadeada pelo progresso. O crescimento desequilibrado e a falta de consciência ecológica já eram contestados por ambientalistas na década de 70. A ação do homem sobre a natureza foi e é maior do que a capacidade dela se reconstruir. As atitudes de educação e preservação exigidas por pessoas engajadas e já preocupadas em 1970 não tiveram a repercussão necessária. Porém, foi o início de uma nova forma de educar e crescer que construiu novos homens, necessários à preservação da vida.

A Revolução Industrial trouxe tecnologia e conforto ao homem. O crescimento foi rápido. Contudo, os danos à natureza vieram na mesma rapidez. O crescimento e os danos ficaram mais concentrados nos centros urbanos. Cidades como São Paulo, por exemplo, sofrem cada vez mais com a impermeabilização do solo, alterações climáticas de grandes proporções (ilhas de calor, concentração de gases poluentes próximos ao solo, altas temperaturas) devido ao número excessivo de veículos e indústrias, inúmeras ligações clandestinas de esgoto que poluem os lençóis freáticos e dos rios, diminuição da biodiversidade, etc. A ação transformadora do homem no ambiente urbano tornou-o artificial e degradado.

O impacto no campo foi em menor dimensão, contudo não menos grave. A falta de conscientização e a ação predatória do homem transformaram os campos de forma irreversível, em algumas situações. A monocultura utilizou-se (e ainda se utiliza) de agrotóxicos em larga escala. Junto a isto, destruiu áreas de mata nativa, levando à morte a biodiversidade que dava equilíbrio. Surgiram pragas que, em seu meio natural, são controladas, ação impossível nas áreas devastadas. A falta de sustentação do solo gerou processos de erosão, o desmatamento trouxe a morte de mananciais de água doce e também a desertificação do solo. A falta de nutrientes no solo, provenientes de matéria orgânica de mata nativa, transformou o solo em terreno infértil, necessitando de aplicação de produtos específicos para manter o rendimento das produções agrícolas. Tão danoso quanto, são os desmatamentos para pecuária extensiva. E para culminar, existe a extração mineral e vegetal . Perdemos, em poucas décadas, riquezas que a natureza levou séculos ou milênios para construir.

A Educação Ambiental iniciada a pelo menos 3 décadas atrás não tinha como único objetivo o verde em si. Tinha, e tem, um objetivo mais amplo e muito mais profundo. Suas origens estão na preocupação de alguns poucos homens que desejavam mudanças grandes na nossa forma de viver. A Educação Ambiental de ontem e de hoje questiona a maneira de viver do homem, suas necessidades, a forma como explora o planeta e suas riquezas naturais. A Educação Ambiental visa mudanças de atitudes, menos egoísmo, melhor distribuição de renda, de alimentos, de oportunidades. Ela contesta decisões econômicas, crescimento desordenado, exploração predatória. Em última análise, a Educação Ambiental quer a eliminação da miséria e da riqueza consumista. Estas duas ações se fazem extremamente necessárias para um desenvolvimento sustentável.

23/Jun/2008

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28

de

dezembro

O Horizonte Ecológico

A ecologia, na concepção da palavra, abrange atualmente todas as áreas de domínio do conhecimento. Podemos navegar pelas entranhas microscópicas de uma célula até a grandeza e imensurável vastidão de nosso universo e veremos de uma forma ou de outra algo que nos remeta à Ecologia.

Complexidade química e biológica. Ciclos de renovação de riquezas naturais. Poluição e devastação de biomas. Pobreza, fome e doenças com características cada vez mais resistentes. Poluição do espaço com sucatas de satélites.

Podemos enumerar outros tópicos e assuntos que se relacionam com a ecologia, e não são poucos!

O assunto ecologia tem sua abrangência e complexidade aumentada de acordo com a evolução do homem na face da terra. Tomando-se o período da Revolução Industrial como o marco divisor, o homem, como o único ser vivo com inteligência, sensibilidade, razão e emoção teve a oportunidade de decidir o destino da humanidade. O acelerado crescimento industrial e tecnológico sem planejamento deflagrou uma destruição direta dos recursos naturais que sustentam esse crescimento e a geração de uma enorme quantidade de resíduos gerados pelos processos de transformação. Esses resíduos, no caso, poluentes, retornam à natureza sem um tratamento adequado, causando assim mais destruição.

Até o advento da Revolução Industrial, existiam somente duas classes sociais. Uma minoria que detinha o poder e a riqueza e uma maioria que era serva, escrava, submissa e dependente de reis, ditadores e por que não dizer, até de religiosos. O objetivo da classe dominada era ter uma vida digna, com os mesmos direitos e deveres. Aos poucos a realidade foi se modificando. Até hoje não conseguimos atingir plenamente esse objetivo, mas a Revolução Industrial permitiu que mais e mais pessoas conseguissem melhorar a condição de vida. Empreendedores construíram novas indústrias e empresas dando oportunidade e geração de empregos. A educação, antes restrita a poucos foi sendo uma necessidade de sustentação desse crescimento e também disponibilizada nesse contexto.

Esse crescimento desordenado teve e tem um preço que estamos pagando nos dias atuais. Temos um desequilíbrio sócio-econômico mundial ainda decorrente da visão e estratégias de poder e desenvolvimento baseado infelizmente ainda, na exploração dos países pobres (população e riquezas) pelos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Neste cenário, muitos movimentos surgiram contrários ao que vinha acontecendo em todo o mundo. Muitos movimentos contestatórios ocorreram de forma muito particular em muitos países. Alguns com resultados positivos, outros sufocados e debelados através da força. Muitos outros esquecidos pela falta de infra-estrutura de comunicação.

No século passado, nos anos de 60 e 70, por coincidência ou não diversos movimentos contestatórios convergiram e foram apoiados ou se apoiaram em correntes de pensadores, cientistas, acadêmicos e políticos. Estes vinham sinalizando para o perigo e a irresponsabilidade com que estávamos destruindo nossos recursos naturais, poluindo o planeta, tratando o homem como objeto e não como cidadão. Assim, vimos nos movimentos pacifistas, hippies, feministas, punk, estudantis, etc, sempre a influência dessas correntes que lutavam contra a exploração capitalista e utilizaram sim esses movimentos contestatórios para defender a causa ecológica.

Hoje, de uma forma mais racional vemos que o Horizonte Ecológico está mais claro e vem se tornando a espinha dorsal para todas as decisões de nossas vidas. Precisamos antes de qualquer decisão, seja lá onde estivermos ou o que queremos, avaliarmos qual o impacto dessa ação para nós mesmos, nossa comunidade e para o mundo.

16/Jun/2008

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28

de

dezembro

Justiça Ambiental

Cada dia que passa tenho a oportunidade de conhecer um pouco mais de Joinville, cidade que vem crescendo e acolhendo cidadãos dos mais longínquos recantos desse nosso Brasil. Como atrativos, Joinville se destaca pelo seu crescimento econômico baseado em sua localização estratégica, próxima de diversos portos, rodovias, grandes empresas, e na existência de instituições públicas e particulares de alto nível.

Joinville é a maior cidade do estado de Santa Catarina e cercada por muita natureza. O verde da serra, o verde do mar, os diversos rios e córregos que cortam a cidade e seus mangues.

Para minha surpresa e da maioria da população, a imprensa nesta semana divulgou informações preocupantes. A Companhia Águas de Joinville, empresa responsável pelo tratamento e abastecimento de água e pela coleta e tratamentos dos esgotos, declara que somente 14% da população é coberta pela rede. Comparando-se as ligações de água com as de esgoto, a cobertura cai para 9%.

O Ministério Público Federal em 2000 já tinha entrado com uma ação civil pública pedindo que fossem identificados os pontos que não estavam conectados com a rede de esgoto. Grande parte da poluição na baía da Babitonga e do Cachoeira, principal rio que corta a cidade, é atribuída a inexistência do tratamento do esgoto. A Companhia planeja aumentar a rede até 2014. Mas será que esse prazo será adequado para que se possam salvar todos os biomas atingidos por esse desequilíbrio entre o crescimento da cidade e a infra-estrutura necessária?

A realidade é catastrófica. A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) iniciou uma fiscalização para identificar quais imóveis não estão utilizando a rede de esgotos. Dos primeiros mil imóveis fiscalizados foi verificado que 400, isto é, 40% jogam os dejetos através de ligações irregulares diretamente nos rios que cortam a cidade. Estes proprietários estão sendo notificados para regularizarem a situação. Não ocorrendo a regularização serão aplicadas multas.

A ação é uma decisão do Ministério Público Federal e é uma, de uma série de iniciativas, que tem como resultado amenizar a poluição, já que somente sete bairros são atendidos pela rede pública de esgoto.

O Código Florestal, através da Lei 4.771, diz: – Considera de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação situadas ao longo dos rios ou cursos d’água em faixa marginal com largura mínima de 30 metros para os cursos d’água de menos de dez metros de largura.

Joinville é cortada por centenas de rios e riachos em bairros que já estão urbanizados e que estão sendo contaminados a cada dia. A prefeitura municipal vem vetando qualquer nova construção ou reforma que não respeite esse limite, mas por outro lado a rede de esgoto não cobre todos os bairros da cidade.

As reações são diversas! Alguns declaram que Joinville é uma cidade fora de lugar, outros, que a legislação é que está fora de lugar.

O que vejo, é que a os poderes executivo, legislativo e judiciário não vem cumprindo seus papéis e obrigações. A Justiça Ambiental deve ser analisada e aplicada de acordo com a realidade de cada região. Áreas já degradadas devem ser tratadas de forma diferenciada de áreas ainda preservadas para que se aplique da melhor forma a Justiça Ambiental.

O que acontece em Joinville é um retrato do que acontece em outros municípios brasileiros. O curso de regularização desses casos, é possível, a médio e longo prazo, através da educação. Pela Justiça, para ações de curto prazo.

Injustiça Ambiental não existe. O que existe é a não aplicação das leis e a efetiva tomada de ação pelos órgãos competentes frente aos crimes cometidos contra o meio ambiente.

Fonte de informações:

  • Direito Ambiental: Telma Bartholomeu Silva Chiuvite
  • Jornal A Noticia
  • Rede Brasileira de Justiça Ambiental - http://www.justicaambiental.org.br/

11/Mai/2008

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Arno Rogério Tancredi Mallmann

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28

de

dezembro

Rio-92 e as Mudanças Climáticas - Balanço

A Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como Rio-92 e realizada no Rio de Janeiro em 1992, procurou estabelecer um equilíbrio justo e coerente entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações atuais e futuras. As ações traçadas através dos diversos acordos e convenções visaram a composição de uma associação mundial entre países, governos e comunidades enfocando necessidades e interesses comuns.

Basicamente os acordos gerados foram:

i) Agenda 21, composta de 40 capítulos, 115 programas e 2500 ações. Desta agenda foram derivadas ações e metas por país, estados e municípios;

ii) Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o desenvolvimento;

iii) Declaração de princípios relativos à florestas – manejo sustentável.

As convenções focaram em temas específicos, tais como:

a) Mudanças Climáticas

b) Biodiversidade

c) Convenção contra a desertificação (a partir de 1996)

Podemos verificar através de acompanhamentos realizados desde a sua realização em 1992, que, em especial a Agenda 21, embora essencial para o equilíbrio e atingimento das metas estabelecidas ainda é pouco conhecida pela população. Em virtude de sua concretização estar diretamente ligada à efetiva participação dos envolvidos, as agendas locais, definidas pelos municípios e organizações da sociedade civil são bem mais percebidas.

A mudança climática embora já percebida desde o advento da revolução industrial foi, durante muito tempo, encarada como transformações ocasionadas por eventos da natureza, tais como erupção de vulcões, variações da atividade solar e a movimentação dos continentes. Tais teorias foram colocadas abaixo pela própria evolução da ciência que identificou e comprovou que o homem é o principal responsável por este problema. E é ele que precisa encontrar soluções urgentes para evitar grandes catástrofes.

As grandes conseqüências da alteração do clima mundial, não se limitam as listadas abaixo:

· Derretimento das calotas polares/geleiras;

· Elevação do nível do mar;

· Aquecimento dos mares;

· Aumento em freqüência e intensidade de furacões e tempestades;

· Mudança do perfil agrícola;

· Seca na Amazônia e regiões tropicais

· Epidemias, etc …

O Protocolo de Kyoto, estabelecido em 2005, tratou especificamente destes problemas e estabeleceu ações para a minimização dos efeitos desse processo.

O grande problema que vivenciamos é como atingir o equilíbrio entre a necessidade de crescimento econômico e o impacto gerado contra o meio ambiente. Isto é, a preservação da vida através de ações compatíveis com a necessidade paralela de geração de riqueza.

Temos uma equação perfeita que estabelece: quanto maior a emissão de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso maior será o aquecimento global. Dessa forma, foram estabelecidos alguns mecanismos que visam à diminuição desse aquecimento.

O Brasil, dono do maior cenário de biodiversidade, tem contribuído em todos os aspectos para o aquecimento global. Positiva e negativamente.

Visto que os países desenvolvidos não possuem mais condições de reduzir as emissões de gases ou simplesmente não querem diminuir como é o caso dos Estados Unidos, foram criadas formas que flexibilizam a forma como em níveis globais ocorram as reduções estabelecidas para ocorrerem até o final de 2012.

· Metas estabelecidas e não cumpridas em países europeus tem como conseqüência o pagamento de multas;

· Países podem financiar projetos em outros países e obter benefícios pela redução da geração de gases e diminuição do aquecimento;

· Cumprimento de metas particulares em outros países.

No Brasil contribuímos com o aquecimento global através da derrubada e queimada das florestas para posterior uso da agricultura ou pecuária. Cada vez mais exploradas de forma criminosa e sem a devida ação da justiça e dos órgãos governamentais competentes. Por outro lado, pelo compra e venda de carbono, estamos cada vez mais contribuindo com a redução de poluentes e paralelamente gerando sustentabilidade nas comunidades que participam dos projetos. Como exemplo, podemos citar as usinas de geração e tratamento do gás metano em depósitos de lixo e aterros sanitários, construídos de acordo com projetos que atendam tanto o apelo ambiental quanto ao retorno econômico.

Como já foi dito, as ações locais são mais fortes e atraem um público mais participativo focado em ações de educação ambiental e de retorno de médio e longo prazo.

Campanhas que já estão sendo adotadas em diversas comunidades e que devem ser adotadas por todos que acreditam que o exemplo é a melhor escola:

  • Economize energia. Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes, apague luzes desnecessárias, desligue aparelhos domésticos quando não estiverem em uso e compre eletrodomésticos classificados como nível A em eficiência energética.
  • Deixe o carro na garagem e utilize o transporte coletivo e a bicicleta, quando possível. Dê preferência a combustíveis como o álcool e o biodiesel. Faça revisões periódicas no seu veículo para reduzir as emissões de poluentes.
  • Evite o desperdício de água. Feche sempre a torneira quando não estiver em uso. Em áreas sujeitas a secas prolongadas, armazene água.
  • Informe-se sobre as habitações ambientalmente corretas, que aproveitam a água da chuva, usam energia do sol para iluminação e aquecimento, e têm climatização natural.
  • Ajude a recuperar o verde de sua cidade. Plante árvores no seu quintal, na sua propriedade rural e até mesmo em áreas públicas.
  • Apóie e participe de ações contra a destruição de nossas florestas.
  • Exija da sua prefeitura sistemas eficientes de drenagem urbana, coleta e tratamento de esgotos.
  • Informe-se e procure entender as causas das mudanças climáticas e suas conseqüências. Divulgue na sua comunidade estas informações e cobre dos governantes medidas para combater o problema e seus impactos
  • Pressione empresas e governos a substituírem as energias sujas, perigosas e ultrapassadas (combustíveis fósseis, nuclear, grandes hidrelétricas) pelas energias positivas (solar, eólica, pequenas hidrelétricas).

Fonte de informações:

- E-book Senac: “Acordos Mundiais da Rio 92” e “Brasil: como anda nossa Agenda 21 ?”

- Entenda as mudanças climáticas – Greenpeace - http://p2-raw.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/entenda

05/Mai/2008

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28

de

dezembro

Indicadores de Desenvolvimento – Uma visão local – Joinville/SC

O crescimento acelerado da população em cidades tem suas implicações sobre o espaço urbano, gerando desigualdades sociais e problemas ambientais, tendo em vista a falta de planejamento. Dentre os inúmeros problemas ambientais gerados, destacam-se: a) os desmatamentos; b) a erosão do solo; c) a pesca predatória e a extinção de espécies; d) acumulação de gases que contribuem para o efeito estufa; e) redução da camada de ozônio; f) poluição (do ar, da água, do solo, sonora e visual).

A região urbana ocupa área desproporcional em relação à área necessária para prover os recursos e assimilar os resíduos gerados pelas atividades do homem. Com esta visão, a área de sustentação urbana, em geral, é inferior a área necessária para prover recursos e assimilar os resíduos, ocorrendo o “déficit ecológico”. As cidades ocupam 2% da superfície da terra e consomem 75% dos recursos produzidos.

Joinville

Município situado na região norte do estado de Santa Catarina, fazendo divisa com os municípios de Jaraguá do Sul (ao oeste), São Francisco do Sul (ao leste), Campo Alegre e Garuva (ao norte) e Araquari, Guaramirim e Schroeder (ao sul). É a cidade com maior PIB e mais populosa de Santa Catarina e a quarta mais populosa da região sul, com uma população estimada em 487.003 habitantes (2007), segundo o IBGE. Também é, ao lado de Vila Velha (ES), uma das duas únicas cidades do Brasil maiores do que a capital de seu estado. A cidade possui um dos mais altos índices de desenvolvimento humano (IDH) entre os municípios brasileiros (0.857), ocupando a décima terceira posição.

Estamos diante de uma cidade exemplo e com padrão de sustentabilidade ?

O desafio de conciliar crescimento econômico e responsabilidade ambiental se tornou tema freqüente nas organizações sociais, em especial naquelas encarregadas de decidir as políticas públicas. Tendo em vista a situação apresentada, uma pesquisa levantou dados históricos, socioeconômicos e ambientais da população de Joinville, com objetivo de calcular a sustentabilidade do município, medindo os impactos causados pelas atividades do ser humano no ecossistema da região, por meio do Ecological Footprint Method. Considerando o princípio comparativo, foram analisados os índices de consumo de água, energia elétrica e combustível, bem como a geração de resíduos sólidos, com a finalidade de mensurar os impactos negativos que as atividades exercidas pelo homem causam no ambiente natural. Como resultado principal, foi possível identificar que o município de Joinville não é sustentável, de acordo com a metodologia do Ecological Footprint Method.

Os indicadores estão classificados normalmente em: a) Indicadores de Pressão Ambiental (P), que representam ou descrevem os resultados das pressões das atividades humanas exercidas sobre o meio ambiente, incluindo os recursos naturais; b) Indicadores de Estado ou de Condição (S), que se referem à qualidade do ambiente e a qualidade e quantidade dos recursos naturais inseridos no mesmo ambiente.

Além desses, a metodologia do Ecological Footprint Method exige também que sejam definidos outros indicadores como:

a) Biocapacidade: entende-se que a biocapacidade total de uma região é mensurada em global hectare (gha), envolvendo a somatória de todas as áreas bioprodutivas da região em estudo.

b) Saldo Ecológico: Este indicador é interpretado da seguinte forma - se o resultado do Ecological Footprint Method for maior que o valor da Biocapacidade, conclui-se que houve excesso na utilização dos recursos naturais, ou seja, os recursos produzidos pelas fontes naturais foram utilizados de tal forma, que a natureza nao teve capacidade de repor a mesma quantidade em tempo hábil. Neste caso, ocorre o chamado overshoot, ou seja, a região e portadora de Déficit Ecológico.

As informações foram analisadas com o aplicativo da metodologia do Ecological Footprint Method sobre os seguintes itens: população, água, alimentos, energia elétrica, combustível e áreas bioprodutivas.

Os dados levantados indicam que o Ecological Footprint Method total da população do município de Joinville é de 818.668,43 hectares e a área bioprodutiva é de 63.066,54 hectares, gerando um Déficit Ecológico de 755.601,89 hectares. Os valores apontam que as exigências requeridas pelo ecossistema urbano do municipio de Joinville estão excedendo a capacidade de suporte do ecossistema natural em 11,98 vezes.

Com esse resultado focado em Joinville, podemos generalizar a situação que se encontram as demais cidades do estado bem como de toda a região sul.

Outro indicador que aponta a sustentabilidade ou insustentabilidade de uma cidade ou região é a quantidade e a qualidade do acesso a coleta de esgoto e seus impactos na vida das pessoas. Podemos sintetizar esses impactos na área da saúde, educação e renda. Na saúde os impactos de doenças de veiculação híbrida exercidos sobre a perda de atividades habituais de educação e de trabalho. Visualizando os impactos na educação vemos as diferenças de desempenho escolar, matrícula e assiduidade dos grupos com em sem saneamento básico e, finalmente sobre a renda relativa não só sobre os efeitos do número de empregos gerados como sobre outras variáveis econômicas (impostos, estoque de capital, balanço de pagamentos, etc).

O Governo Brasileiro além de programas como o “um computador por criança”, baseado na iniciativa americana OLPC “One Laptop Per Child”, deveria priorizar outras frentes que não tem nada com software, mas algo mais básico na vida humana como, o projeto PDF, ou seja, “uma Privada Decente por Família”.

Fonte de informações:

  • Reportagem da Caravana JN da Rede Globo descrevendo a situação do saneamento da região sul do Brasil. http://www.abes-sc.org.br/novosite/video_abes.html
  • Pesquisa Saneamento, Educação, Trabalho e Turismo - Brasil Abril 2008 – FGV cps
  • Ecological Footprint Method: Um Estudo do Município de Joinville – Estado de Santa Catarina - Artigo Nº 399 – IX ENGEMA / 2007

12/Abr/2008

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28

de

dezembro

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável - Biodiversidade

Desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforça o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações futuras … é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades (Relatório Brundtland – 1987).

No documento elaborado e divulgado pelo IBGE, IDS - Indicadores de Desenvolvimento Sustentável - Brasil 2004, revela importantes informações e indicadores que sustentam e podem direcionar ações para um desenvolvimento racional e focado na sustentabilidade. Um resumo de seu conteúdo e uma abordagem específica sobre a biodiversidade é o objetivo desse trabalho. Embora o relatório esteja atualizado até 2004, podemos extrapolar os dados para os dias atuais e concluirmos que pouco foi feito para garantirmos de forma racional as necessidades do presente das gerações futuras.

Os princípios do desenvolvimento sustentável estão na base da Agenda 21, documento aprovado por mais de 180 países durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992.

Indicadores de desenvolvimento sustentável são instrumentos essenciais para guiar a ação e subsidiar o acompanhamento e a avaliação do progresso alcançado rumo ao desenvolvimento sustentável.

A conquista do desenvolvimento sustentável, atualmente uma aspiração de abrangência universal, toma feições concretas em cada país: nasce de suas peculiaridades e responde aos problemas e oportunidades de cada nação.

O trabalho de construção de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável no Brasil é inspirado no movimento internacional liderado pela Comissão para o Desenvolvimento Sustentável – CDS, das Nações Unidas (Commission on Sustainable Development - CSD), que reuniu ao longo da década passada governos nacionais, instituições acadêmicas, organizações não-governamentais, organizações do sistema das Nações Unidas e especialistas de todo o mundo.

No caso brasileiro, ao desafio de construir indicadores capazes de caracterizar e subsidiar o processo de desenvolvimento sustentável em nível nacional, acresce-se a exigência de expressar as diversas dimensões da diversidade característica do País.

A apresentação dos indicadores segue o marco ordenador proposto pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável - CDS, das Nações Unidas, que os organiza em quatro dimensões: Ambiental, Social, Econômica e Institucional.

A dimensão ambiental dos indicadores de desenvolvimento sustentável diz respeito ao uso dos recursos naturais e à degradação ambiental, e está relacionada aos objetivos de preservação e conservação do meio ambiente, considerados fundamentais ao benefício das gerações futuras. Estas questões aparecem organizadas nos temas: atmosfera; terra; água doce; oceanos, mares e áreas costeiras; biodiversidade; e saneamento.

A dimensão social dos indicadores de desenvolvimento sustentável corresponde, especialmente, aos objetivos ligados à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social. Os indicadores incluídos nesta dimensão abrangem os temas: população; trabalho e rendimento; saúde; educação; habitação; e segurança, e procuram retratar a situação social, a distribuição da renda e as condições de vida da população, apontando o sentido de sua evolução recente.

A dimensão econômica dos indicadores de desenvolvimento sustentável trata do desempenho macroeconômico e financeiro e dos impactos no consumo de recursos materiais e uso de energia primária. É uma dimensão que ocupa-se com os objetivos de efi ciência dos processos produtivos e com as alterações nas estruturas de consumo orientadas a uma reprodução econômica sustentável a longo prazo.

A dimensão institucional dos indicadores de desenvolvimento sustentável diz respeito à orientação política, capacidade e esforço despendido para as mudanças requeridas para uma efetiva implementação do desenvolvimento sustentável. Deve-se mencionar que esta dimensão aborda temas de difícil medição e que carece de mais estudos para o seu aprimoramento.

Os indicadores de desenvolvimento sustentável são referenciados a quatro diretrizes que, de certa forma, emanam do conceito de desenvolvimento sustentável e da Agenda 21: eqüidade, eficiência, adaptabilidade, e atenção a gerações futuras.

A diretriz de Eqüidade evoca aspectos distributivos do desenvolvimento em termos de partição do ônus e dos benefícios.

Eficiência reúne os indicadores sobre o uso dos recursos e põe em relevo a premissa de que a produtividade dos recursos e seu uso racional são elementos-chave para transição a uma sociedade sustentável.

Adaptabilidade aqueles que ilustram ações de hoje que irão influenciar a situação nos próximos anos.

Atenção a gerações futuras, está diretamente associado ao pacto intergeracional, central ao conceito de desenvolvimento sustentável.

Análise específica: Dimensão Ambiental – Biodiversidade

* Espécies extintas e ameaçadas de extinção

Fauna:

As alterações nos números e nas espécies ameaçadas de extinção entre as duas listas decorrem, principalmente, do avanço da destruição de áreas naturais, aumentando o número de espécies ameaçadas, e das medidas de conservação adotadas nos últimos anos para as espécies mais ameaçadas, que levaram à retirada de algumas delas da lista atualizada.

A construção de represas, a destruição de matas ciliares, de manguezais e a poluição de rios e áreas costeiras estão entre as maiores ameaças à fauna aquática.

A sobreexplotação de algumas espécies já traz prejuízo para a atividade pesqueira.

Flora:

Embora possuam um grande número de espécies, a flora e os invertebrados apresentam um grau de conhecimento menor que o dos vertebrados terrestres (mamíferos, aves, répteis e anfíbios). Portanto, um grande esforço de pesquisa, especialmente para a flora, os invertebrados e os peixes de águas interiores, faz-se necessário para que melhor se possa avaliar a biodiversidade dos biomas brasileiros e as ameaças à mesma.

Juntamente com o número absoluto de espécies, o número de espécies endêmicas fornece uma idéia do potencial de risco que corre a biota de cada um dos biomas brasileiros. Dentre os biomas, a Mata Atlântica destaca-se por apresentar o maior número de espécies ameaçadas de extinção, resultado de mais de 500 anos de ocupação desordenada de sua área de ocorrência. O grande número de espécies endêmicas da Mata Atlântica acentua a importância deste bioma.

* Áreas protegidas

Os biomas considerados são: Amazônia, Caatinga, Campos Sulinos, Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado e Costeiro; e os ecótonos Caatinga-Amazônia, Cerrado-Amazônia e Cerrado-Caatinga.

O Brasil detém em seu território a maior biodiversidade do planeta. No entanto, as áreas destinadas à preservação e conservação dos recursos naturais estão abaixo da média mundial, em torno de 5%.

Dentre os biomas brasileiros, o único que se aproxima da média mundial é o bioma Amazônia, com 4,86% de sua área protegida. Mas em contrapartida a mais explorada criminosamente com o desmatamento e a conseqüente redução da fauna, flora e volumes de água.

Para a preservação dos ambientes naturais não basta a criação de áreas protegidas, sendo fundamental o manejo adequado, com controle da ocupação e das atividades permitidas, das áreas fora das unidades de conservação.

* Tráfico, criação e comércio de animais silvestres

Apesar dos danos que o tráfico causa à fauna silvestre brasileira, há uma carência generalizada de informações quantitativas sobre o tema, o que dificulta a avaliação da real dimensão do tráfico e de seu impacto no Brasil.

O quadro socioeconômico brasileiro tem contribuído para o tráfico de animais no País. Oferecer opções de atividades econômicas e educação ambiental à população das regiões mais afetadas pode contribuir, juntamente com o aumento da fiscalização, para a redução do tráfico de animais silvestres.

O número de animais retirados da natureza é muito maior do que o efetivamente comercializado, pois há muitas perdas durante o processo de captura e transporte. Estima-se que para cada animal traficado pelo menos três outros morram.

O número de criadouros de animais silvestres no Brasil tem crescido muito nos últimos anos mas pela sua função conservacionista não garantem a reposição das espécies.

O tráfico e as exportações legais de animais silvestres representam forte pressão sobre as populações naturais, podendo ocasionar extinções e ameaçar o equilíbrio dos ecossistemas de onde são retirados. Juntamente com a destruição de habitats e a introdução de espécies exóticas estão entre as maiores ameaças à fauna brasileira.

* Espécies invasoras

Espécies exóticas invasoras são aquelas que não sendo originárias de um determinado ambiente ou ecossistema, nele se estabeleceram após serem introduzidas pela ação humana ou por fatores naturais, passando a se reproduzirem e dispersarem neste novo ambiente sem a ajuda direta do homem.

A chegada de espécies exóticas invasoras também tem implicações sobre a saúde da população. Um exemplo clássico, a dengue, doença originária da Ásia, tem como principal inseto transmissor no Brasil o mosquito Aedes aegypti, originário da África.

O principal impacto causado pelas espécies invasoras à biota nativa é a competição com as espécies locais por espaço e alimento.

Além dos danos ambientais (extinção de espécies locais, perda de biodiversidade, modificações na paisagem e nos processos naturais, etc.), a chegada de espécies exóticas invasoras também causa prejuízos econômicos (dispersão de pragas, competição com espécies de interesse econômico, perda da capacidade produtiva dos ecossistemas e do valor da paisagem, etc.) e sociais (introdução de parasitas e vetores de doenças do homem).

Concluindo, frente aos problemas relacionados acima, e outros mais que se apresentam, precisamos proteger o nosso patrimônio de maneira contundente, propiciar o desenvolvimento sustentável, para, assim, garantir a sobrevivência das gerações futuras. O que se procura não é evitar os avanços econômicos e da ciência, até porque os benefícios também estão à mostra de todos. O que deve imperar é a ética e a correta aplicação, por pessoas bem intencionadas, das leis que regem nossa constituição e as leis específicas de preservação ambiental. No dia a dia, o que fica bastante visível, são os interesses extremamente capitalista que hoje impera no mundo, bem como o poderio e capacidade de manipulação política que impede a adoção de ações concretas e inibidoras das agressões e crimes ambientais cometidos no Brasil.

Como educadores ambientais, podemos através da transferência de conhecimento e informação nas bases reverter esse processo. Com essa atitude e com a pressão junto aos órgãos competentes garantiremos a conservação de nosso planeta !

Fonte de informações: Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 - IBGE

06/Abr/2008

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28

de

setembro

Sustentabilidade Urbana

Cada vez mais vemos discussões sobre as relações do homem com o meio ambiente, sua importância e as conseqüências de ações degradantes quase sempre focadas em fatos envolvendo inundações, efeito estufa, esgotamento de recursos naturais, degradação do solo entre outros.

Todos esses temas normalmente estão relacionados e enfocam o ambiente natural e fogem da discussão dos efeitos e causas de grande parte da desestabilização do ecossistema em questões relacionadas às cidades.

Atualmente a maior parte da população reside na região urbana e nela é consumido tudo que é produzido nas demais regiões. O saldo desse processo são os resíduos gerados e despejados no ambiente. Esta é uma das causas dos problemas ambientais urbanos. Como sabemos, nada ocorre ao acaso e os problemas do meio natural afetam diretamente os problemas urbanos e portanto não podem ser analisados e considerados independentemente.

Para satisfazer as necessidades e satisfação da população cada vez mais resíduos são gerados e esta é a preocupação atual. Como tratar os resíduos gerados de forma a garantir a preservação ambiental e a sobrevivência das gerações futuras, é o grande desafio. Este desafio e as ações e iniciativas concretas para a resolução desses problemas é o que chamamos de desenvolvimento sustentável.

O envolvimento dos moradores e outros setores da sociedade organizada junto ao governo local é condição indispensável para lidar com os desafios básicos do desenvolvimento, tais como moradia, desemprego, lixo, água e poluição do ar. Este movimento e envolvimento podem mobilizar novos recursos para a solução destes problemas e criar uma cultura participativa, transparente, responsável e comprometida com processos permanentes de sensibilização e capacitação.

O planejamento, execução e controle devem ser realizados de forma conjunta pelos órgãos competentes e a comunidade afetada pelos problemas básicos citados.

Podemos sintetizar que a sustentabilidade das cidades pode ocorrer se levarmos a cabo o compromisso firmado na Agenda 21 - Sustentabilidade das Cidades na Rio-92. A implementação de um modelo de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental estruturado com foco na base da pirâmide social, garantirá a melhoria da qualidade de vida dessa população e influenciará a sustentabilidade de todas as comunidades hoje e nas gerações futuras.

Assim, a Agenda 21 torna-se um mapa onde temos a rota a ser seguida em direção à sustentabilidade. Sem o compromisso das comunidades e dos governos locais todas as propostas serão meros discursos jogados ao vento. Queremos sim, a transformação das intenções em ações concretas, éticas e democráticas que garantam o desenvolvimento e manutenção de cidades sustentáveis de acordo com a vontade dos cidadãos.

 

29/Mar/2008

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28

de

setembro

Ecologia e a educação ambiental

No Brasil a LEI No 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999, dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.

Por definição de lei, educação ambiental são os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.

A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.

Para Opie (1994), a educação ambiental estuda as relações entre o Homem e a Natureza, procurando demonstrar a existência da sua forte interligação - “a sobrevivência das pessoas depende da saúde da natureza e a sobrevivência depende da saúde das pessoas”.

Mas como podemos materializar esses conceitos e objetivos de forma a beneficiar as comunidades e o meio ambiente ?

A educação ambiental não tem sentido se não estiver alicerçada e inter-relacionada sobre os conceitos da ecologia, isto é, o estudo da biologia de grupos de organismos e de processos funcionais na terra, ar e água e do ambiente. O ambiente, encarado como uma ciência, foca em como a humanidade pode viver melhor na Terra.

O estudo da ecologia é complexo. Em síntese, podemos fazer uma abordagem que mostra cada um dos aspectos de conhecimentos básicos e necessários que possamos exercitar a educação ambiental.

A ecologia está subdividida em:

    - Ecologia animal que trata da vida dos animais;
    - Ecologia vegetal trata das plantas ou vegetais;
    - Ecologia geral que inclui a vida do ser humano e sua relação com o meio.

A organização dos organismos vivos, tanto animais como vegetais, que habitam um determinado espaço físico e as suas inter-relações, entre si e com o seu ambiente denominamos de Ecossistema.

Em nosso planeta podemos encontrar quatro subsistemas distintos: a biosfera, a litosfera, a hidrosfera e a atmosfera. Cada um destes sistemas apresenta características físicas e químicas bem definidas. Chamamos esses subsistemas de Ecosfera, isto é, faixa de um sistema estelar onde existem condições favoráveis à vida.

Já o Habitat, que pode referir-se ao local onde um organismo vive, mas pode também referir-se ao local ocupado por uma comunidade, é uma área de estudo ampla e complexa. O habitat de um organismo, ou grupo de organismos (população), inclui os outros organismos que aí vivem e a componente abiótica. O habitat de uma comunidade inclui apenas a componente biótica. Chamamos isto de Componentes Estruturais.

Por fim, estudamos as transferências de matéria e energia que ocorrem nos ecossistemas, que são representadas de forma gráfica (pirâmides ecológicas) mostrando as relações entre os diferentes níveis alimentares (tróficos) em termo de quantidade.

   + Pirâmide de números
   + Pirâmide de biomassa
   + Pirâmide de energia

E o alicerce Ambiente ?

Durante a sua vida, os organismos interagem com os oceanos, os solos, as rochas e a atmosfera através de seus ciclos específicos (água, carbono, etc), e desses ambientes, o mais afetado é a atmosfera.

A forma como podemos viver melhor na Terra é o objetivo de estudo desse alicerce e é uma área interdisciplinar que envolve diversas áreas do conhecimento. Entre essas áreas podemos incluir a Biologia, Geologia, Química, Estudos Demográficos, Política, Gestão de Recursos, a própria Ecologia e outras. É fundamental estudar o conjunto de sistemas físicos, ecológicos , econômicos e sócio-culturais com efeito sobre os organismos e qualidade de vida.

Vimos até aqui a importância e a complexidade dos conhecimentos da Ecologia e do próprio Ambiente para a Educação Ambiental. Mas para que esses três elementos possam ter sinergia e sucesso a Educação Ambiental ainda convive com problemas que devem ser superados, entre eles:

 Falta de um processo contínuo;
 Falta de Reciclagem;
 Falta de Formação;
 Falta de Qualificação;
 Desconhecimento de problemas ambientais locais;
 Desconhecimento do verdadeiro conceito de Desenvolvimento Sustentável;
 Desconhecimento de acordos e leis ambientais;
 Ações interdisciplinares isoladas e raras;
 Ausência da participação ativa da sociedade em decisões locais e regionais;
 Credo de que problemas ambientais devem ser solucionados pelo governo;
 Desconhecimento da Educação Ambiental como estratégia para solução de problemas ambientais locais.

Aos atuais e futuros educadores ambientais é sempre importante lembrar que, a parcela de responsabilidade no processo de melhoria da qualidade de vida no planeta está diretamente relacionada, aos objetivos da formação e sua permanente continuidade.

  + Ampliação da sensibilização; 
  + Ampliação do conhecimento; 
  + Ampliação da percepção;
  + Formação de valores e atitudes;
  + Aquisição de habilidades;
  + Adoção de novos padrões de comportamento e estilos de vida.

 

16/Mar/2008

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28

de

setembro

Preservação de áreas naturais

Em todo o mundo, comunidades locais já provaram ser capazes de gerir seu ambiente de um modo sustentável. O manejo comunitário de florestas, mangues entre outros, provou ser muito mais sustentável que a abordagem de escala industrial numa perspectiva tanto social como ambiental. Uma abordagem de preservação prioriza as necessidades e interesses das comunidades locais financeiramente limitadas e lhes fornece recursos essenciais tais como água, madeiras para combustível, plantas comestíveis, caça e plantas medicinais, assim como bens culturais e espirituais.

O manejo das áreas naturais com uma visão comunitária forma, assim, um fundamento de estratégias para erradicar a pobreza e evitar o empobrecimento em comunidades dependentes do meio em que vivem. Além disso, e mais especificamente em relação as florestas, é amplamente reconhecido que o manejo florestal comunitário provou também ser bem sucedido do ponto de vista ambiental.

A preservação e controle de áreas nativas e naturais pelas populações ribeirinhas, seringueiros, índios e quilombolas é o ponto de partida para o estancamento da agressão criminosa que o capitalismo irracional vem provocando. Esta preservação é muito mais ampla do que podemos imaginar pois além do meio-ambiente envolve a cultura de cada uma dessas regiões e a ligação dessas com seu passado, presente e futuro.

Os habitantes locais estão sendo privados, pela implantação de monocultura em larga escala, da posse de terras e florestas que garantiam sua subsistência. A diversidade de cada um desses ambientes está sendo substituída pela homogeneidade; gestão comunitária por controle empresarial; sustento local por geração de lucros; conservação natural por exploração de recursos. Faltam-nos políticas e homens desprovidos de ganância pelo poder para que projetos simples já implantados tenham um início, meio e fim que atinjam seus objetivos.

A grandeza de uma nação não se mede somente pelo crescimento de seu PIB, mas também pela capacidade de preservar seu meio-ambiente e suas diversas características culturais. Com isso, podemos elevar a qualidade de vida da população sem com isso descaracterizar o modo de vida de cada uma dessas comunidades.

E por falar em preservação de cultura, divido com vocês uma mensagem ecológica através de um estilo musical, infelizmente, também em extinção!

 

16/Mar/2008

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing e pós-graduando em Educação Ambiental.

28

de

setembro

Unidades de Conservação do Brasil - SNUC

As Unidades de Conservação do Brasil, de acordo com o SNUC, dividem-se em dois grupos, com as seguintes categorias:

Através das diversas regiões do Brasil, veremos abaixo como estão distribuídas as Unidades de Conservação.

I - Unidades de Proteção Integral

     Reserva Biológica em Números:


    

     Reserva Biológica em Números:


    

     Parque Nacional em Números:


    

     Parque Estadual em Números:


    

     Monumento Natural

          Monumento Natural das Falésias de Beberibe

          Monumento Natural dos Costões Rochosos

          Monumento Natural Monólitos de Quixadá 

     Refúgio de Vida Silvestre

          Refúgio de Vida Silvestre Molhe Leste

          Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos

          Refúgio de Vida Silvestre Veredas do Oeste Baiano

II - Unidades de Uso Sustentável

     Área de Proteção Ambiental em Números:

     Área de Proteção Ambiental Estadual em Números:

     Área de Relevante Interesse Ecológico em Números:

     Floresta Nacional em Números:

     Floresta Estadual em Números: 


     Reserva Extrativista em Números:


    

     Reserva de Fauna 

          A Reserva de Fauna é uma área natural com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudos técnico-científicos sobre o manejo econômico sustentável de recursos faunísticos.

     Reserva de Desenvolvimento Sustentável

          Reserva do Desenvolvimento Sustentável - Região Norte 

     Reserva Particular do Patrimônio Natural em Números:

13/Mar/2008

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28

de

setembro

Amazônia, nosso maior tesouro abandonado

 
Os meios de comunicação exploram os crimes ambientais com chamadas do tipo:

    “Amazônia Legal terá fiscalização permanente em áreas devastadas” .

Só isso basta, fiscalizar áreas que já foram devastadas?

O que ocorre na realidade com a Amazônia é a contínua devastação em toda sua extensão. Na última semana um confronto envolvendo policiais e moradores contrários à fiscalização das madeireiras, Tailândia (a 218 km de Belém), foi a cidade escolhida para o início de mais uma operação, batizada de "Arco de Fogo". Enquanto se relata para o mundo um caso específico de confronto, muitas outras áreas continuam sendo destruídas. Falta controle, vontade política e sobram interesses econômicos míopes e a total ignorância sobre as conseqüências desse vandalismo.

A destruição das matas nos leva a redução da umidade, seca dos rios, terrenos áridos, ambiente impróprio para qualquer atividade. Um retrato pessimista do que pode ocorrer com a Amazônia é enxergá-la no futuro igual a caatinga no Nordeste, região onde o verde e as matas foram no passado a predominância na região.

Muitos podem criticar as ações radicais da ONG Greenpeace, mas eles fazem exatamente aquilo que cada brasileiro deveria fazer. Protestar e agir!

A Amazônia não é apenas a maior floresta tropical do mundo, mas um estoque de biodiversidade sem igual em todo o planeta, com várias espécies animais e vegetais ainda desconhecidas. É também o local escolhido por 20 milhões de pessoas para viver.

Portanto, qualquer solução para a Amazônia precisa passar necessariamente pela busca por soluções economicamente e ecologicamente viáveis.

A taxa anual de desmatamento na Amazônia Legal no período agosto/2003-agosto/2004 - alarmantes 26.130 km2 – foi a segunda maior da história e equivale a mais de 8,6 mil campos de futebol por dia. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a destruição em apenas um ano da floresta com a maior biodiversidade do planeta foi maior do que a área total do Estado de Sergipe e pouco menor do que a Bélgica.

Nos últimos três anos, os índices de desmatamento têm se mantido acima de 23 mil km2, número superior aos da época da ditadura militar.

A proteção da floresta e a busca por soluções para o desenvolvimento da região é uma prioridade global do Greenpeace.

Vergonhoso para o Brasil, essa não ser a prioridade de nossos governantes!

Enquanto isso, através das bases vamos repassar conhecimentos, orientações, criar mentes e cidadãos conscientes de sua responsabilidade perante o contexto atual. Essa é a nossa parte como Educadores Ambientais!

 

29/Fev/2008

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28

de

setembro

A importância dos ciclos biogeoquímicos

O planeta Terra tal qual conhecemos, é o resultado de inúmeros processos de transformação ocorridos após mais de 4 bilhões de anos. Estamos nesse exato momento tendo a oportunidade de participarmos de forma ativa e ciente do destino que estaremos dando não às nossas próprias vidas, mas sim, para aqueles que vierem habitar nosso planeta depois de nossa passagem.

A evolução de nosso ambiente tem ocorrido neste longo período conforme o conceito da Teoria da Condensação, isto é, a condensação e concentração de todos os elementos químicos naturais. Com estas transformações e modificações ambientais também as espécies vem evoluindo. Mas esse processo por si só não existe. Ele mantém-se “vivo” através da permuta cíclica de seus elementos químicos que ocorre entre os seres vivos e o ambiente. Um movimento dinâmico nos ecossistemas!

Estes movimentos, conhecidos como ciclos, envolvem alternadamente etapas biológicas, físicas e químicas, que denominamos de Ciclos Biogeoquímicos. Os principais ciclos que mantém “vivo” nosso ecossistema:

• Ciclo da Água
• Ciclo do Carbono
• Ciclo do Oxigênio
• Ciclo do Nitrogênio
• Ciclo do Enxofre

Cada um dos ciclos acima possui comportamentos particulares, únicos, mas eles também interagem um com os outros a ponto de que na ocorrência de desequilíbrio em um ciclo específico ocorra também um efeito dominó nos demais.

Temos comprovado dia-a-dia que através da interferência do homem em cada um dos ciclos acima nosso ecossistema está alterado e ameaçado. Também vemos que é impossível travarmos as evoluções tecnológicas e o conseqüente modo de vida que essa nos traz. Cabe então a cada um de nós incorporarmos a preocupação ambiental em todas as ações individuais ou coletivas de nossas vidas.

Com isso poderemos evitar alguns desequilíbrios provocados pelo homem (nós) e suas diretas conseqüências:

• Ciclo da Água
     o Poluição das Águas;
     o Desperdício de recursos hídricos;
     o Desmatamento e retirada da cobertura vegetal provocando a erosão do solo e o assoreamento

• Ciclo do Carbono
     o Aumento da Concentração de CO2 através da queima de combustíveis fósseis e emissão de poluentes, queimadas provocando a desertificação e diminuição do banco genético;
     o Diminuição do consumo de CO2 pelo derramamento de petróleo, desmatamento;
     o Efeito Estufa;
     o Chuva Ácida;
     o Camada de Ozônio.

• Ciclo do Nitrogênio
     o Fixação de Nitrogenados através da plantação de leguminosas
     o Rotação de Culturas

• Ciclo do Oxigênio
     o Desmatamento que diminui o processo de fotossíntese, o descarga de oxigênio pelas vegetação;

• Ciclo do Enxofre 
     o Queima de combustíveis fósseis aumentando a concentração o que causa a precipitação de chuvas ácidas.

Além dos ciclos acima temos outros não menos importantes, como o do Cálcio e do Fósforo.

Vemos que o homem cada vez mais está influenciando e alterando todos os ciclos e o que mais nos chama a atenção é a poluição ambiental. Poluição essa, que é o acúmulo na natureza de produtos não-biodegradáveis ou substâncias tóxicas, com nítidos prejuízos para o homem e demais seres vivos, pondo em risco o equilíbrio ecológico.

Os principais poluentes ambientais: CO2, CO, Dióxido de enxofre (Chuva ácida), benzopireno, óxidos de nitrogênio e chumbo-tetraetila, são produzidos em decorrência do desequilíbrio dos ciclos.

Concluindo, vemos que ao homem resta a conscientização e uma tomada de ação frente a tudo que está ocorrendo em nosso ambiente, pois ele é responsável pelos desequilíbrios e também o único capaz de reverter esse processo!

10/Jan/2008

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28

de

setembro

O alicerce da visão ecológica e ambientalista

 

A Visão Holística deve ser considerada como a "cena onde as correntes já existentes podem encontrar-se na busca de soluções criativas para os problemas específicos da nossa época, levando em conta a experiência do passado”.

Remetendo à experiência ambientalista, podemos traduzir esta visão como uma abordagem onde as questões entre os homens e os demais elementos da natureza são vistas de forma unificada, buscando a compreensão de como ocorre a interação em seus sistemas.

Aprofundando mais a abordagem desta visão e conceito, identificamos a existência de sistemas organizados e que agem sobre determinadas áreas. Para o estudo e compreensão desses sistemas, seus vários componentes e as interações entre eles em um determinado contexto é utilizada a abordagem sistêmica. Como pré-requisito desse estudo é necessário o conhecimento prévio dos diversos componentes do contexto em questão para que as conclusões dos estudos não sejam superficiais.

De uma forma objetiva, a abordagem sistêmica busca identificar os problemas em níveis mais abrangentes e propor soluções otimizadas para tais problemas.

E qual a relação entre a visão holística e a abordagem sistêmica?

Podemos declarar que uma depende da outra, pois para termos uma Visão Holística necessitamos entender os sistemas objetos dessa visão, isto é, termos uma compreensão sistêmica. Ambas estão alicerçadas no conhecer das diversas áreas do conhecimento humano.

Vivemos na busca da resolução de problemas!

Para a resolução de um problema utilizamos o conhecimento de formas diferentes e temos resultados diferentes. Uma é o estudo multidisciplinar onde várias áreas do conhecimento discutem sobre um determinado tema de modo independente (qual a conclusão ?), outra o estudo interdisciplinar onde cada área contribui com seu saber para equacionar uma questão única. Busca-se dessa forma uma visão única de como todos os elementos se influenciam e se relacionam.

Na interdisciplinaridade, encontramos o caminho mais adequado para o encontro de soluções que não sejam paliativas!

Vemos que a base conceitual reflete o que ocorre nas relações entre os milhares de sistemas que interagem e dão sustentação ao nosso planeta e a vida que nele existe.

A Visão Holística, Abordagem Sistêmica e Estudo Interdisciplinar garantem que o entendimento e estudos dos problemas que assolam nosso planeta podem ser claramente identificados com método e forma consistente. Também devemos ressaltar que o conhecimento humano não é apenas fruto do conhecimento científico. Ele também está diretamente relacionado com as vivências e experiências pessoais e com as observações empíricas.

04/Jan/2008

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25

de

maio

A trajetória para o desconhecido

“O século das luzes inscreve o homem no quadro das espécies animais, mas descobre ao mesmo momento que a história da espécie humana é, ao mesmo tempo, uma história cultural”. Gusdorf (Da história da ciência à história do pensamento, 1977).

Enquanto as nações emergentes tomarem como exemplo de desenvolvimento os modelos econômicos adotados pelas grandes potências mundiais, a história da espécie humana encaminha-se cada vez com maior velocidade à degradação e insustentabilidade.

Assim como a moda é ditada por algumas cabeças e copiadas pela população os modelos econômicos são também moldados e utilizados como o modelo ideal de condução da economia. Não são feitas, na grande maioria das vezes, uma análise da cultura local, das necessidades primárias antes da adoção de tais políticas.

O poder pelo poder!

O estabelecimento de um controle cada vez maior das grandes potências sobre a humanidade está historicamente registrado e é uma busca constante e insana. O domínio de mentes, tecnologias, conhecimento. Fazemos comércio até com a doença! Dominamos e destruímos nossa própria espécie com a guerra e dela são obtidos lucros, acumulação de riqueza, desenvolvimento tecnológico para a destruição.

Este quadro está sendo desenhado não somente a partir deste século, mas moldando-se ao longo da evolução do próprio homem desde que ele iniciou sua caminhada e sua convivência em grupos até o momento atual de convívio em sociedade. Evoluímos a partir deste último século passado no que tange a tecnologia, desenvolvimento econômico, modelos de gestão, disponibilização do conhecimento e comunicação de forma absurdamente rápida comparando-se a evolução e história da humanidade. Essa velocidade tem colaborado de forma negativa em nossa trajetória e destino do que seremos e onde estaremos a partir do próximo século.

A amplitude das conseqüências negativas é enorme, pois não gira somente sobre as condições econômicas e de desenvolvimento. O risco da degradação ambiental tem uma penetração que influencia e age sobre todas as dimensões da vida da humanidade e de todos os sistemas vivos.

Mais do que uma história natural, a evolução da humanidade está condicionada a sua história cultural onde os interesses individuais e de curta duração estão cada vez mais sobrepondo às necessidades sociais e de longa duração.

Estamos caminhando rumo ao desconhecido!

21/Dez/2007

 

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25

de

maio

Desenvolvimento Sustentável

O que é Desenvolvimento Sustentável? Teoricamente, Desenvolvimento Sustentável (DS) deveria ser "aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades" (Evaristo Eduardo de Miranda - http://www.cartanaescola.com.br/edicoes/19/o-nascimento-de-um-conceito).

O que ocorre, na prática, é que países ricos, que respondem por mais de 80% do consumo mundial de matéria-prima natural e de energia, crescem às custas de espoliação e de pressão sobre os países pobres. Os países pobres, por sua vez, para seu crescimento, degradam a biodiversidade e os recursos naturais já escassos do planeta.

O documento intitulado "Nosso Futuro Comum" ou relatório Brundtland, apresentado em 1987 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, além de conciliar crescimento econômico com uso sustentável do meio natural, consolida uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento. Ressalta os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas e aponta também para incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de consumo vigentes.

Porém, comparando a realidade de países ricos com a de países em desenvolvimento, constata-se que esta proposta é utópica. A realidade é completamente incompatível com o conceito de DS.

Como alcançar uma sociedade sustentável? Vários autores citam a necessidade da educação (primordialmente) como o grande desafio para a sociedade sustentável. Segundo Leonardo Boff, "uma sociedade é sustentável quando se organiza e se comporta de tal forma que ela, através das gerações, consegue garantir a vida dos cidadãos e dos ecossistemas na qual está inserida". Neste contexto também, Boff considera que uma sociedade só pode ser "considerada sustentável se ela mesma, por seu trabalho e produção, se tornar mais e mais autônoma… se tiver superado níveis de agudos de pobreza… se seus cidadãos estiverem empregados em trabalhos significativos… se a seguridade social estiver garantida para os que não podem ainda ou não podem mais ingressar no mercado de trabalho… se a igualdade social, política e de gênero for continuamente buscada… se a desigualdade econômica for reduzida a níveis aceitáveis… se seus cidadãos forem socialmente participativos…". Contudo, por estes critérios, o Brasil – e muitos outros países em desenvolvimento - estão longe de ser uma sociedade sustentável.

O crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas que permanece à disposição de alguns poucos indivíduos. Necessitamos educar o ser humano para o Desenvolvimento Sustentável, pois este se preocupa também com a geração de riquezas, porém com o objetivo de distribuí-las, melhorando a qualidade de vida de toda a população, sem no entanto degradar a qualidade ambiental do planeta. Necessitamos, como Boff argumenta, ser uma sociedade sustentável, que cresça e gere conforto na mesma medida a todos os seres humanos.

 

13/Dez/2007

 

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25

de

maio

Ensinando sobre Educação Ambiental

 

Em muitas pesquisas realizadas sobre educação ambiental um ponto comum identificado é a falta de conscientização.

 

Estou a pouco tempo residindo em Joinville-SC e não fiz nenhuma nova pesquisa. Simplesmente fui buscar informações do que está ocorrendo na maior cidade do estado de Santa Catarina no que se refere a reciclagem do lixo. Embora aqui o índice de qualidade de vida seja alto e uma renda per capita acima da média nacional, a falta de conscientização quando o assunto é reciclagem de lixo também é muito alta.

 

Com o caminhão da coleta seletiva passando toda semana nos bairros de Joinville e diariamente no centro, a média coletada de lixo reciclável em 2006 foi de 144 toneladas/mês. Um número considerado muito baixo pela Engepasa, empresa responsável pelo serviço. O ideal seria, no mínimo, mil toneladas/mês.

Nunca é tarde para se conscientizar e fazer com que este número aumente, transformando-se em resultados positivos para Joinville. Motivos para isso não faltam. Segundo o gerente regional da Engepasa Ambiental, Luiz Antônio Weinand, a coleta domiciliar de lixo na cidade chega a 8 mil toneladas/mês.

 

Para saber como está a coleta seletiva na cidade, os funcionários da Engepasa fazem pesquisas com os moradores. De cada cem pessoas entrevistadas, 90 sabem que este tipo de coleta existe, mas a maioria não a faz. “A cultura de separar o lixo não ocorre em quase 100% das casas. As crianças devem aprender isso desde cedo, pois quem tem 45 anos dificilmente fará disso um hábito”, diz Weinand.

 

A reciclagem passa pela coleta, separação ou processamento de materiais que se tornariam lixo. Os materiais podem ser usados como matéria-prima para fazer novos produtos. O principal objetivo dos processos de reaproveitamento do lixo é a reintegração dos resíduos sólidos no ciclo de produção e consumo.

 

Por isso é importante um trabalho de base. Instruir, começando pelas crianças já nas primeiras séries. Elas serão as porta-vozes dentro do ambiente familiar do quanto é importante a separação do lixo.

 

Educação é a palavra chave!

 

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25

de

maio

Natureza – Uma fonte esgotável de matéria-prima

 
Natureza – A fonte esgotável de matéria-prima do sistema capitalista

Sabemos que qualquer sistema político e econômico tem seus pontos positivos e negativos e que influenciam e direcionam a sociedade na criação e estruturação de modelos e culturas diversas. Nesse processo de crescimento e aprendizado, infelizmente, entre esses dois opostos, se encontra de forma vulnerável a mãe natureza. Esta, tão forte e tão frágil ao mesmo tempo.

O homem, na sua caminhada evolutiva, perseguiu e ainda luta pela sua perpetuação como a figura dominante e superior frente às demais espécies e mesmo entre suas próprias relações de domínio e poder. Sem aprofundarmos muito sobre a origem e evolução do homem, constatamos a transformação nômade para o sedentarismo em decorrência das transformações geológicas, climáticas e ambientais que o planeta Terra vem sofrendo. Esse processo de transformação é contínuo e está acelerando-se devido diretamente ao modo de vida e tratamento dado a natureza.

Homem e Natureza. Entre esses dois pilares que sustentam nossa existência e evolução precisamos definir e decidir mais quantos anos, décadas, séculos ou eras de vida queremos para o nosso planeta antes que ele morra. Esta responsabilidade e decisão não está não mão de mais ninguém a não ser do próprio homem. Considerando que destruimos em dois séculos o que a natureza levou bilhões de anos para gerar, precisamos reavaliar o nosso modelo econômico adotado. Em especial o do mundo ocidental, o capitalismo.

Assim como as comunidades indígenas e as sociedades orientais são referenciadas como modelos de relações equilibradas com a natureza, o sistema capitalista, adotado pelo ocidente, deve se adaptar e procurar atingir essa harmonia. O homem, desde os primórdios, usou a natureza para sua subsistência e, gradativamente, foi criando necessidades cada vez mais dependentes dela até chegarmos ao ponto que a demanda por seus recursos foi e está sendo maior do que sua capacidade de recuperação.

A sistema capitalista e a visão imediatista vem utilizando os recursos naturais como fonte única de geração das matérias-primas para que o mundo atual se transforme.

Essa visão míope e de curto prazo está chegando no limite crítico e temos o risco de perdermos o controle dos efeitos dessa destruição. De nada adiantará ações que visem recuperar os problemas locais, isto é, para uma recuperação sólida e permanente a conscientização e ações devem ser realizadas globalmente para os efeitos positivos e de recuperação ocorram localmente. Não bastam as campanhas de preservação e recuperação promovidas pelos países desenvolvidos se em contra-partida continuem a adotar modelos econômicos e de desenvolvimento que levam e forçam as nações subdesenvolvidas e em desenvolvimento quebrar a corrente de recuperação.

Qual o modelo e sistema econômico ideal? O adotado pelo mundo ocidental, oriental ou pelas comunidades indígenas ?

 

Creio que devemos aproveitar o melhor destes mundos. Respeitar suas particularidades culturais e tomá-los como o guia mestre de preservação e recuperação da natureza.

Nossos recursos naturais são finitos dependendo de como os utilizarmos. Enquanto o homem, o único animal racional da terra, tratar a natureza irracionalmente, nosso futuro será sombrio.

Precisamos de atitude e educação para reverter essa situação. Cabe a nós essa missão, por acreditamos na reorganização e alinhamento das forças que conduzem o destino da consciência ecológica.

26/Nov/2007

 

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25

de

maio

O desafio: convergência econômica e ambiental

A busca pelo domínio de tecnologias, controle econômico e independência financeira estão levando a humanidade a um nível de miopia avançado no que diz respeito a perpetuação de nossa permanência em nosso habitat, o mundo Terra.

A força do pensamento construtivista para um crescimento sustentável e de qualidade remonta poucas décadas. Em contrapartida todos os recursos naturais, que hoje estão sendo consumidos de forma exponencial e absolutamente sem nenhum controle foram se transformando e criando reservas finitas que hoje estão sendo consumidos sem nenhuma ou quase nenhuma preocupação quanto a forma de recuperação.

Somente após tragédias, catástrofes e guerras provocadas pelo próprio homem é que se iniciam os movimentos de conscientização dos efeitos destrutivos e em muitos casos irrecuperáveis no meio ambiente. O homem infelizmente nesse processo é movido por reação na preservação ambiental e pró-ativo na busca do crescimento, o que deveria ser uma simbiose entre o crescer com um plano de risco e decisão antecipado das conseqüências do crescimento ou desenvolvimento proposto.

Queremos cada vez mais níveis de crescimento e qualidade de vida, mas para quem? A amplitude do crescimento econômico atualmente tem reflexos não só na comunidade ou região de origem ou destino do modelo, mas reflete-se e se integra em um processo mais macro e complexo. A globalização que sempre existiu, mas não era percebida até então, com a evolução tecnológica e principalmente com os processos e ferramentas de comunicação influenciam o mundo inteiro e isso afeta algumas comunidades com elevação do nível de qualidade de vida e outras com a diminuição.

O modelo econômico atual precisa evoluir para atender não só metas e estratégias de crescimento na corrida pelo controle e domínio entre países. È necessário a conscientização e compreensão da natureza desse crescimento para que estratégias globais com ações locais possam ser elaboradas e efetivamente realizadas com um acompanhamento e medições.

Vamos medir o desenvolvimento econômico ou o índice de felicidade? Precisamos a mescla dos dois índices. Medir a felicidade alcançada através do desenvolvimento econômico, mas não do modelo atual e sim de um novo baseado na preservação, sustentabilidade e suporte para a continuidade e avanço do crescimento para as gerações futuras.

Temos um desafio em nossas mãos, a convergência do desenvolvimento econômico e ambiental. Mas para tal, o modelo atual deverá ser remodelado para um processo mais abrangente e que contemple as cinco dimensões as quais o desenvolvimento sustentável se apóia.

   • Social
   • Econômica
   • Ecológica
   • Espacial
   • Cultural

Sendo estas dimensões o sustentáculo do modelo é imprescindível que o desenvolvimento de cada uma delas seja realizado de forma ordenada, interligada, organizada, planejada e controlada. Qualquer desvio ocorrido em qualquer dimensão afetará de forma direta os demais e desencadeia um processo de efeito cascata.

Reforço que a informação, educação e cultura da população exerce uma forte influência nos resultados desejados. Uma vez que os índices econômicos estiverem orientados à satisfação e felicidade da população, teremos condições de mantermos um ecossistema sustentável mantendo o padrão de qualidade de vida para nossa e demais gerações. 

12/Nov/2007

 

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25

de

maio

Educação Ambiental – Uma proposta consistente

 

Qual o objetivo final de nossas vidas e o que queremos deixar de legado aos nossos descendentes?

 

Para esta pergunta podem surgir diversas discussões pontuais do que podemos realizar para melhorarmos nosso bem-viver. Mas temos certeza de que a grande maioria ao responder essa pergunta irá materializar o que seria importante para a suplantação de suas necessidades individuais e daqueles que o cercam mais proximamente, seus familiares.

 

Para sobrevivermos e vivermos de forma digna e com qualidade devemos pensar e abrir o horizonte de nossas mentes e perceber que o bem-comum, a qualidade de vida individual, as más atitudes e comportamentos influenciam diretamente não só as nossas relações diretas, mas a vida de todos os ecossistemas (tecnológico, político, social, ecológico e mental).

 

Para que tenhamos um ambiente saudável, sustentável e com continuidade é necessária a conscientização e o aculturamento de toda a população, iniciando com políticas educacionais que incentivem a orientem as crianças sobre a necessidade e as vantagens da preservação ambiental, sustentabilidade aliada a preservação e desenvolvimento de habitat que garantam a manutenção dos recursos naturais e suportem o crescimento das demandas de inerentes da vida moderna.

 

O início da proposta aqui apresentada deve também estar alinhada as políticas públicas de apoio e repressão aos atos de transgressão das leis ambientais. Se por um lado apostamos e buscamos a pura educação devemos reprimir de forma dura, punitiva e re-educativa aqueles que buscam somente o bem individual sem a visão do social. A desenvolvimento mais consistente dessa será o objeto de meu TCC.

 

Como disse o indígena no texto de Boff:

“Quando a última árvore for abatida, quando o último rio for envenenado, quando o último peixe for capturado, somente então nos daremos conta de que não se pode comer dinheiro”. 

05/Nov/2007

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21

de

abril

EAD – Uma visão crítica

A educação a distância no Brasil precisa ser encarada como uma ferramenta para a disponibilização da cultura de todos os níveis para a população e não como um instrumento comercial. As metodologias existentes facilitam o acesso em um país de dimensões continentais. Vê-se desde as iniciativas em tempos passados a evolução dessa forma de ensino, e, desde o advento da internet e a disponibilização de acessos rápidos essa estratégia tem tido êxito quando aplicada por instituições idôneas e com objetivos focados na formação de qualidade. Por outro lado, é imprescindível que tenhamos orientadores/professores qualificados e preparados para atender a demanda destas classes virtuais, e muito mais, que os dicentes tenham interesse real e disciplina para absorver o conhecimento e aplicá-lo na prática.

 

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5

de

abril

UM POUCO DE POESIA: VERDE QUE TE QUERO VERDE !

 

Vamos recomeçar e porque não com um pouco de verso e poesia ?

 

Me atrevo aqui publicar algumas tentativas de colocar no papel coisas que vão além do que vemos no nosso dia-a-dia. Nossos sonhos, nossas emoções !

 

OLHAR

Olhar, ver o impossível, mas não desistir
Por mais que tenho vontade de me perder
Não consigo te esquecer !
Sons, murmúrios, conversas ao longe
Longe de mim, perto do meu coração
Ó saudade que me corrói
Ó saudade que me faz viver
Vivo pela saudade de ter você.

 

SEM SABER

Sem saber, o querer
Onde o perto é longe
E o distante é perene
No vôo dos nossos sonhos
Digo que na janela vi teus olhos
Se algo vi deixei passar também
Pois os meus sonhos acabam antes da hora
Insônia que me mata e me deixa
No vazio, na solidão
Sentado nessa mesa e ao fundo o violão
E as vozes me abafando..
Você não sabe…

 

SONHAR

Como é bom sonhar
Sonhos pra vida
Sonhos pra felicidade
Horas de boas lembranças
Que nem mesmo a saudade
pode separar !

 

VAMOS À LUTA !

 

Mensagens ou sugestões quanto aos assuntos desta coluna podem ser encaminhadas para o endereço de e-mail: arnomallmann@hotmail.com.

Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

5

de

abril

CONTINUANDO NOSSO TRABALHO !

 

Pessoal !

 

Após alguns meses "fora do ar", estamos retornando à ativa.

 

A todos que prestigiaram com a leitura minha coluna no jornal OCadeia em Colider/MT agradeço de coração. A coluna SINAL VERDE, a qual vinha assinando com prazer e de forma gratuita foi suspensa de forma radical, arbitrária e sem motivos explícitos.

 

Neste blog estão todos as colunas e aquelas que foram proibidas de circular. Em algumas falei da corrupção, dos descalabros que ocorrem em nosso país tanto nas atividades privadas quanto públicas. Isso perturba muita gente!

 

Sinto pena e decepção com tal situação, pois para mim OCADEIA sempre foi o diferencial na região para combater a diferença que existe entre os que tem muito e os que nada possuem.

 

Aproveitando também o fato do aprofundamento de meus estudos em Educação Ambiental, muitos dos próximos artigos vão estar focados nessa temática.

 

Leiam e, se gostarem, divulguem esse blog para seus amigos. Se não gostarem, então critiquem, sugestionem, ponham a "boca no trombone" !

 

Um abraço para todos e,

 

VAMOS À LUTA !

 

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

2

de

setembro

UMA SOPA DE LETRINHAS QUE MOVE OS NEGÓCIOS

 

Artigo publicado em Outubro/2006 - Jornal O Cadeia - Colider / MT

 

A cada dia somos bombardeados por termos e vocábulos estrangeiros, seja em nossas atividades profissionais ou no nosso dia-a-dia. Embora exista um contingente de pessoas que possuem aversão a esse estrangeirismo tentando traduzí-los para a nossa língua, particularmente encaro isso como um retrocesso pois, sem sempre as traduções são entendidas ou nos passam o seu real significado.

 

Entre os termos que já estão enraizados em nossa cultura podemos citar o "deletar" que inclusive já está também catalogado no maior e mais completo dicionário da língua portuguesa, o Aurélio. Na verdade este termo vem do verbo "delete" (inglês) e que foi aportuguesado.

DELETAR: é o ato de eliminar, tirar. Como exemplo, podemos imaginar a eliminação de uma letra de uma palavra quando efetuamos a digitação de algum texto, o tirar algo indesejado entre outras tantas utilizações que vemos e ouvimos.

 

Outros termos tais como e-mail, modem. website, intenet, kbps, magabytes, banda larga, adsl, vírus, software, hardware, router, switch, MB (megabytes), GB (gigabytes), Kb (kilobytes), CD-ROM, CD-RW, DVD-ROM, DVD-RW, Memory-key, Hardisk, Virtual Disk, fotolog, blog, Voip, Messenger, Orkut, Yahoo, Google e IP fazem parte desta sopa mas não encerram esta lista.

 

Dos termos listados acima, uma das apostas feita a mais de dois anos atrás e que vem se consolidando e dando retorno às empresas é a tecnologia VoIP. Ela significa "voz sobre IP". Isto é, a utilização da internet para a realização de ligações telefônicas integrando a rede de dados e voz. Seu crescimento anual vem atingindo índices anuais de 42% e deve responder até o próximo ano a um movimento de US$ 5 bilhões.

 

Podemos perceber os benefícios e o retorno financeiro desta solução simplesmente as sabermos que a maioria das instituições financeiras brasileiras já aposta, está avaliando ou já adota a solução. Engano se você pensa que somente as grandes empresas e corporações se beneficiarão desta tecnologia. Existem soluções simples e baratas para chamadas telefônicas utilizando seu próprio computador, e para isto basta termos uma conexão de banda larga e a solução VoIP. Entre as várias, o software SKYPE, que além de ligações PC a PC, permite vídeo conferência, bate-papo e troca de arquivos. Com o SKYPE as ligações para telefones com prefixos do Brasil ainda não estão disponíveis mas para os demais países podem ser realizadas a um custo muito baixo. Existem muitas outras soluções que já permitem a redução de custos como VoIP para ligações nacionais, entre as quais o Terra VoIP, Voipbuster, Vono ou o Voipmail.

 

Para as empresas com estruturas mais robustas, o retorno sobre o investimento é de aproximadamente um ano, e quanto maior a utilização maior a economia. Pesquisas indicam que o maior volume de ligações ocorrem intra-orhanização, isto é, entre empresas do mesmo grupo ou conglomerados e neste caso o custo será zero. Para liga~ções nacionais e internacionais a economia pode chegar a 40% em relação às tarifas cobradas pelas as operadoras tradicionais.

 

Tão importante quanto à redução dos custos a solução VoIP permite o aumento da produtividade, mobilidade e utilização de um sistema unificado de dados e voz. Para as empresas que vão adotar esta tecnologia a orientação é que façam um projeto bem planejado e estruturado para evitarem problemas futuros já que a oferta de produtos e serviços é vasta.

 

Faça o mapeamento dos fornecedores, avalie tecnicamente as soluções, compare e faça a escolha mais adequada as suas necessidades para que seu empreendimento caminhe na trilha do sucesso !

 

VAMOS À LUTA!

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

29

de

agosto

O STATUS DA EDUCAÇÃO

 

O que de mais útil e inútil se aprende na escola?

Para esta pergunta feita em uma pesquisa para estudantes na Itália e repetida em São Paulo, as respostas foram praticamente idênticas. O lado útil foi o estar juntos, ajudar uns aos outros e ouvir os adultos. Como inutilidade, o português, inglês, matemática e todas as demais disciplinas. Disso, conclui-se que a escola é útil para a convivência e inútil para ensinar disciplinas.

Sendo que o objetivo principal das escolas é essencialmente a formação cultural de crianças, jovens e adultos vemos por essa pesquisa que o local de aprendizagem não é amado e sim tolerado. O aprender, o aprender a aprender e, saber ser, está sendo substituído por atividades que podem ser realizadas em locais mais apropriados como clubes, igrejas, baladas e tantos outros.

Não é para menos que, com algumas exceções, a escola está sendo o local onde melhor se produz a ignorância. O aprendizado não deve ocorrer somente na escola. Aprende-se nas igrejas, na televisão, na internet, cinema, congressos e feiras e principalmente com a família.

A família é a responsável pela formação básica da criança. É ela que deve orientar sobre o certo e o errado e o mais importante de tudo, ensinar pelo exemplo. Não podemos responsabilizar totalmente a escola pela falta de “educação” de nossas crianças, uma vez que essa não é um reformatório. A participação dos pais é fundamental.

Por outro lado, temos também a situação que se encontram os professores, principalmente da rede pública, com a remuneração recebida. Com o salário ridículo recebido somente ingressa na carreira da educação quem não tem nenhuma outra perspectiva de trabalho ou é um apaixonado. Isso também influi para que não se atinja de forma pedagógica e profissional a formação dos estudantes.

Fica assim uma posição pessoal. Somente com a participação e orientação familiar, um investimento maior no ensino, uma melhor preparação e adequação salarial dos professores e o ensino em tempo integral com atividades extraclasse é que a escola poderá formar não só alunos alfabetizados, mas elevar cidadãos a níveis superiores da cultura.

Precisamos acabar com a idéia de que educação e cultura são sinais de status social. Educação e cultura, assim como o ar que respiramos é uma necessidade básica de vida!

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

29

de

agosto

CADA DIA CADA NOITE, NOVAS SURPRESAS!

 

Os dias e as noites chegam e passam. Tudo é maravilhoso. Vivemos esse ciclo e sempre aos pares: dia e noite, vida e morte, alegria e tristeza, paz e guerra, inteligência e ignorância e poderia gastar horas citando o que nos acompanha, mas uma coisa especificamente me chama a atenção: a surpresa!

Quem já não viveu pelo menos um momento de surpresa?

Atualmente elas estão atingindo os brasileiros de forma explícita. Temos que tolerar até quando a baixaria e o caos que se encontra o país?

As notícias que já não eram novidades tomam uma abrangência fora do comum. Propina, desvio de verbas, golpes de todas as espécies praticados por aqueles que deveriam estar à frente do combate para a eliminação dessas práticas. Políticos, juízes, servidores públicos, policiais e muitos outros que deveriam estar preservando a ordem e a ética, estão usando o poder para roubar.

O pior de toda essa realidade é que toda essa baixaria está se tornando tão normal que nada é feito e, quando é tomada alguma ação nada acontece de conclusivo para que se evite a repetição. Precisamos criar uma “vacina” para essa doença. O Brasil está doente!

A responsabilidade dessa situação que estamos vivenciando é também nossa. Somos passivos e aceitamos esses roubos mesmo sabendo que estão roubando o Estado e ele só existe porque trabalhamos e pagamos religiosamente nossos impostos. Assim, as vítimas somos nós mesmos, mas não enxergamos porque também estamos doentes. Nossa miopia nos impede de enxergarmos o latrocínio de nosso patrimônio.

Mais do que surpresa estamos sendo traídos e traição vem sempre daquelas pessoas que confiamos. Pessoas às quais depositamos a confiança de nosso voto, nosso respeito e a credibilidade que estão provando que não possuem.

Está na hora de acabarmos de forma séria e definitiva com essa bagunça nacional impondo a ordem que é um dos lemas da nossa bandeira nacional !

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

29

de

agosto

A COLUNA CONTINUA A MESMA… SÓ O NOME MUDOU!

 

O nome da coluna mudou, de Negócios & Tecnologia para SINAL VERDE!

Mudanças são necessárias, pois vivemos em um mundo onde somente o hoje e o agora são previsíveis. O ontem já passou e o amanhã somente ocorrerá porque o hoje vai mudar. Mudanças ocorrem, mas isto não quer dizer que o assunto que deu origem a essa coluna será abandonado, pelo contrário, quero estar abordando sobre negócios e tecnologia já que ele sustenta a vida econômica de todos nós.

Com SINAL VERDE!, agora vamos falar de tudo e de todos os que contribuem para o desenvolvimento da nossa comunidade, região, estado e país. Quero também com a mudança abrir um espaço e oportunidade para que a comunidade possa interagir apresentando suas necessidades, experiências vividas e que possamos crescer juntos. Então, participe comigo desse novo desafio!

Mas falando em verde, onde está o nosso verde? Será que só na nossa bandeira nacional? Do jeito que estamos tratando a natureza é este o nosso destino, não termos mais nosso maior tesouro, nossas florestas. O efeito estufa originado pela emissão de gases aumentará os estragos que já estão ocorrendo mundo a fora. Para nós brasileiros o pior dos estragos será a extinção da floresta amazônica que será substituída por um terreno de savana ou semideserto, impróprio para o desenvolvimento de qualquer cultura.

Aliado a esse cenário, estamos também contribuindo para o agravamento dessa situação através do desmatamento descontrolado que tal qual a conseqüência do efeito estufa, irá alterar o regime e o volume das chuvas prejudicando não só a floresta, mas toda a atividade econômica e produtiva da região.

Quando anos atrás os ambientalistas pregavam as conseqüências da invasão e exploração da floresta sem os devidos controles de sustentabilidade, não imaginávamos que estaríamos presenciando essa situação em tão curto espaço de tempo. De que adianta desmatar para abrirmos áreas de plantio e pecuária se a água necessária para suportar a atividade for escassa ou até não existir? O rendimento dessas atividades também tende a diminuir drasticamente.

Hoje já presenciamos a seca de rios, desequilíbrio nas estações climáticas e também a extinção de espécies vegetais e animais que vão aumentar drasticamente se nada for realizado para estancarmos esse processo. Regiões que hoje já sofrem com a falta de chuva se tornarão mais secas e aumentarão o risco da disseminação de doenças e fome.

E como sempre, quem vai sofrer de forma direta e estará mais vulnerável a estas mudanças e pela falta de água será a população mais pobre. São estas mesmas pessoas que indiretamente devastam nossas florestas em busca de uma vida melhor, mal sabendo que estão sendo utilizadas como soldados da destruição de seu próprio patrimônio e de seus descendentes.
O tempo é curto, mas ainda temos chance de revertermos essa situação. Basta um pouco de consciência, respeito, educação e que os governos estabeleçam políticas e controle para que a exploração seja realizada de forma sustentável e renovável, garantindo um rendimento digno para quem dela depende.

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

29

de

agosto

RELACIONAMENTOS APOIADOS PELA INTERNET

 

Hoje a internet e todas as tecnologias de comunicação existentes suportam as empresas, os relacionamentos comerciais entre elas e facilitam todo o trabalho trazendo uma redução do esforço de quem nelas atuam.

No início desta revolução tecnológica o foco e objetivos eram puramente comerciais e estavam restritos as grandes empresas que apostaram e investiram e muito para o desenvolvimento e a evolução de tudo o que existe hoje disponível no mercado.

Somos hoje escravos da tecnologia! Imagine qualquer negócio, entretenimento, seja lá o que for, e sempre haverá um processo antes, durante ou depois que estará apoiado na tecnologia, na internet.

Vamos extrapolar mais um pouco? Antigamente os relacionamentos pessoais se restringiam na maioria dos casos entre os pares de um bairro, de uma mesma cidade, pois era difícil fisicamente encontrarmos alguém fora desses limites. Com a internet as fronteiras acabaram para tudo. No âmbito comercial nossos clientes, fornecedores e parceiros podem estar em qualquer ponto do planeta assim como nossa cara-metade também.

Embora hoje a rede faça parte da vida de muita gente, não podemos deixar que um sonho se torne um pesadelo. As vantagens e facilidades encontradas na internet são muitas mas devemos ter o cuidado e o controle pois ela não é o remédio para a cura da solidão, carência e timidez. Em muitos casos essa facilidade de encontrarmos outras pessoas virtualmente e aprofundarmos esse relacionamento tem provocado sérios problemas emocionais em quem não está preparado ou orientando para este risco.

A tecnologia e mais especificamente a internet trazem novas perspectivas para nossas vidas, mas não elimina antigos problemas e a necessidade de buscar o outro pelo olhar, pelo arrepio e o cheiro da pele. Revelar-se por inteiro, externando seus defeitos, qualidades, vícios e manias continua sendo um risco na rede ou fora dela.

E os negócios funcionam da mesma forma. Apesar das facilidades precisamos ainda na maioria dos casos termos algum tipo de contato mais direto com nossos clientes, fornecedores e principalmente colaboradores para que efetivamente tenhamos solidez em nossos relacionamentos.

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

29

de

agosto

CONTADOR OU GUARDA LIVROS ?

 

O papel do profissional de contabilidade é de suma importância na vida da sua empresa. Mais do que manter os livros em dia ele deve antever situações que podem ser benéficas ao seu negócio e prestar a devida orientação. O contador nos dias de hoje deve prestar um serviço de consultoria de negócio especificamente na área tributária.

Do que adianta sua empresa ter um desempenho enorme em matéria de faturamento se, na apuração do lucro após os impostos você verifica que o resultado foi abaixo do esperado ? E qual o motivo ?

Uma das grandes sangrias e redução do lucro encontra-se na falta de uma gestão tributária, que é de responsabilidade do seu contador. Daí, podemos fazer uma série de questionamentos tais como:

Ele realiza com eficiência a gestão tributária de sua empresa?
Ele tem condições e competência de entender a legislação vigente ?
Ele está contribuindo para o aumento da lucratividade de sua empresa ?

Se qualquer uma das perguntas acima for respondida de forma negativa, cuidado ! Seu contador deve ser um investimento, um alavancador de ações de qualidade para a obtenção de maiores lucros e não uma despesa que ainda por cima gera redução em seus ganhos.

O atual contador deve possuir uma postura gerencial, contrário do nosso velho guarda-livros. E, entre as principais responsabilidades e compromissos com a sua empresa ele deverá ter as seguintes características e comportamento profissional.

Ajudar no resultado: Sua empresa estará bem assessorada se seu contador oferecer constantes análises e soluções para a redução de sua carga tributária, isto é, pagar menos impostos e reduzir seus custos fiscais e gerenciais.

Ser um gerente e não um simples contabilista: Além do conhecimento e competência contábil, ele deve estar capacitado a entender e responder a todas as áreas do negócio de sua empresa focando na administração, sistemas de informação e até no marketing. Atua como um consultor da maior confiança pois ele conhece os detalhes do seu negócio e também as estratégias planejadas do seu negócio.

Ter agilidade: Agilidade não quer dizer que seu contador utiliza recursos tecnológicos, a informática, para a prestação de seus serviços. Agilidade neste contexto significa a capacidade de análise e interpretação da legislação para rapidamente obter vantagens legais que resultarão em um melhor resultado e conseqüentemente o aumento dos seus lucros.

Atualização é tudo: A atualização sobre a legislação, leis e todos os fatos jurídicos é a base para que seu contador tenha a agilidade acima. Informação é a alma do negócio, e aqui não é diferente.

Soluções devem ser apresentadas: A elaboração do balanço, balancetes, pagamento de impostos, etc são produtos básicos que todo contador é obrigado a fornecer aos seus clientes. O moderno e competente contador deve ir além, fornecendo análises com base nas informações coletadas mensalmente a fim de corrigir a estratégia da empresa e corrigir desvios de liquidez, gestão de estoques e capacidade de pagamento.

Contrato e registro: Parece ridículo, mas ainda existem empresas que não possuem o contrato de prestação de serviço firmado com o contador, não sabendo quais são os serviços que o profissional deve prestar e mais grave, muitos contadores não tem sequer seu registro no Conselho Regional de Contabilidade, o que caracteriza uma falta grave que pode gerar problemas e mais prejuízos a sua empresa. Além de uma multa, todos os serviços prestados não tem nenhuma validade. Vc quer correr esse risco ?

Pois bem, procure sempre informações sobre o profissional que você quer que conduza uma parte importante do seu negócio e verifique se os resultados alcançados com a sua atuação estão contribuindo para o crescimento de sua empresa com lucratividade e bons negócios.

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas de Informação e Marketing

29

de

agosto

SONHO OU PESADELO ?

 

Era uma vez uma ilha habitada por uma minoria de contadores de estórias e uma maioria de amnesiados e manipulados espectadores de um espetáculo que ocorre de tempos em tempos.

Se alguém acha que esta ilha se chama Brasil, concordarei. Este é um cenário característico de nações onde a moral e o espírito público e social está a margem do que se espera de um país vencedor.

Passado o período eleitoral onde sonhamos com as promessas e estórias contadas, tal qual as estórias que ouvíamos em nossa infância e que nos levavam aos mais altos vôos de nossa imaginação, acordamos !

Acordamos de um sonho ou pesadelo ?

Independente de quem é o contador, as estórias são as mesmas e a história do nosso país se macula, e cada vez mais retrocede em comparação ao crescimento das nações pertencentes ao grupo das BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Somos governados como uma republiqueta de quinta categoria, onde não se valoriza nosso potencial humano, econômico e as riquezas que só nossa nação possui.

Não bastasse a mazela de governos desorientada e improcedente ao qual o povo é obrigado a suportar, vemos por outro lado o próprio poder judiciário tentando decretar benefícios irreais e imorais aos seus altos rendimentos e mordomias.

Quem paga por todos esses descalabros?

Claro que nós, cidadãos trabalhadores e empresários honestos que pagamos altos impostos. Impostos estes que deveriam ser destinados à manutenção da máquina administrativa e aos investimentos de infra-estrutura. Sustentamos a corrupção, a mordomia dos imorais e aproveitadores.

Cabe àqueles que movem este país, o empresariado e classe trabalhadora, lutar forte para que os poderes executivo, legislativo e judiciário trabalhem em prol da sustentabilidade econômica, política e social, garantindo dessa forma um lastro seguro para que o país cresça tal qual o ritmo das nações emergentes.

Assim, queremos sonhar e transformar esses sonhos em projetos concretos para deixarmos nossos pesadelos como a história de um passado e presente que nunca deveria ter acontecido.

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Arno Rogério Tancredi Mallmann
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29

de

agosto

O TEMPO E AS DECISÕES EMPRESARIAIS

 

Lendo o livro First Things First, Ed. Campus, 1994, Stephen Covey passa algumas situações que vivenciamos na prática e influenciam a condução de nossas empresas, mas que na grande maioria das vezes não damos a devida importância. Assim, de uma forma resumida, tentarei apresentar as principais lições dessa obra que podem ser encaixadas também nas nossas atividades particulares, pois são muitas delas comportamentais.

Quando tomamos decisões sobre a forma de usar o tempo e nos deparamos com as conseqüências dessas, muitas vezes achamos que não são as mais adequadas devido à distância entre o tempo gasto e o que é verdadeiramente importante. Isto é, utilizamos nosso tempo de forma correta? A dificuldade em colocarmos as atividades mais importantes como prioridade em nossas vidas pode ser caracterizado pela diferença que existe entre o RELÓGIO, o nosso gerenciador de tempo, que representa os compromissos, as reuniões, os horários, as metas e as atividades e a BÚSSOLA, que representa nossa visão, valores, princípios, missão, consciência e direção. A BÚSSOLA conduz nossa vida em direção ao que é importante.

Por outro lado, o tempo nos leva à SÍNDROME DA URGÊNCIA. A euforia e energia que usamos para resolver problemas urgentes, nos levam em vários casos tratar todas as atividades como tal, só pelo “prazer” de não estarmos parados e porque a sociedade caracteriza isto como símbolo de status. Se estivermos ocupados somos importantes e isso nos dá prazer. O ócio, para quem sofre dessa síndrome é um constrangimento e fator de desmotivação. Por outro lado, a urgência é uma boa desculpa para não lidarmos com as VERDADEIRAS PRIORIDADES de nossas vidas. A síndrome da urgência é um comportamento autodestrutivo que preenche temporariamente o vazio criado por necessidades nao-atendidas.

Lidamos em nossas vidas com urgência e importância (PARADIGMA DA IMPORTÂNCIA). Em nossas decisões cotidianas, um desses fatores tende a ser predominante. Começamos a enfrentar problemas quando passamos a dar prioridade ao paradigma da urgência em detrimento do paradigma da importância.

Quando operamos a partir do paradigma da importância dedicamos mais tempo a preparação, a prevenção, ao planejamento e ao "empowerment" e passamos menos tempo apagando os incêndios de quem opera a partir do paradigma da urgência. É como a diferença entre a medicina preventiva e a medicina terapêutica.

Fizemos uma analogia entre o RELÓGIO e o paradigma da urgência (eficiência), e entre a BÚSSOLA e o paradigma da importância (eficácia). Classificamos nossas atividades pela importância e elegemos a qualidade como principal atributo. Agora, como identificar as verdadeiras prioridades e dar-lhes o devido destaque em nossas vidas?

A lacuna entre a bússola e o relógio cria uma dor aguda, as pessoas sentem que estão desperdiçando algo precioso, seu tempo de vida.

Como a dependência química, a síndrome da urgência é uma ação passageira usada em excesso. E uma satisfação superficial que logo se evapora. E a dor permanece.

Trabalhar com mais velocidade, como recomendam os métodos tradicionais de gerenciamento do tempo, não combate às causas crônicas da lacuna entre a bússola e o relógio. Fazer as coisas não-importantes com mais velocidade não resolve o problema de não se colocar as coisas mais importantes em primeiro lugar.

Identifique a forma como você está executando suas atividades e procure classificá-las para que os "incêndios" sejam reduzidos e a qualidade de vida no trabalho e os seus relacionamentos pessoais melhorem.

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21

de

setembro

SÉCULO XXI E OS CORONÉIS SOBREVIVEM

 Artigo publicado em Setembro/2006 - Jornal O Cadeia - Colider / MT

Fugindo um pouco sobre o tema de negócios e tecnologia, vamos abordar parte da nossa história não muito distante e como o reflexo desta ainda influencia os negócios, economia e o crescimento socialmente justo e benéfico para a nação, independentemente de classe ou categoria.

Na hierarquia militar os coronéis ocupam uma posição importante e de responsabilidade na condução de seus comandados, na manutenção da ordem de suas unidades e principalmente para a segurança e bem estar da sociedade. Podemos ver através da história mundial, o quanto as estruturas militares são importantes para a manutenção da soberania nacional, independente ou não do grau de legitimidade com que a força, a estratégia, os recursos humanos e toda a infra-estrutura são utilizados (vamos esquecer as ditaduras, pois isso poderá ser assunto para outro momento). Esta classe de coronéis (militares) sobrevive e é essencial para a nação.

Mas daí vocês podem perguntar, que outra classe pode existir?

No passado, final do século XIX e início do século XX uma outra classe de “coronéis” comandou e porque não dizer manipulou a economia, a cultura, a política e o destino da nação, os tais senhores de engenho e coronéis do gado que através da influência econômica “governavam” de fato a nação corrompendo igreja, políticos e governantes para obtenção de benefícios particulares em detrimento ao social e bem-comum.

A moeda utilizada por esses “coronéis” na corrupção nos altos escalões, o dinheiro. Já para sufocar e eliminar a classe minoritária e indesejada, a moeda era a ação dos jagunços e guachebas.

Estamos em pleno século XXI e para alívio a realidade é outra. Será?

Nos dias de hoje, assim como descrito acima, este “coronel” não existe, mas com certeza seu espírito e ensinamentos continuam ainda no sangue de seus descendentes e seguidores de uma forma moderna e atualizada, seguindo os avanços sociais, culturais e tecnológicos.

Embora o “coronel” tradicional não exista mais, infelizmente vemos e ouvimos quase todos os dias através dos meios de comunicações, notícias e fatos que se assemelham com as ações daqueles nossos antigos “coronéis” e este é o motivo pelo qual o Brasil patina na corrida para se tornar um país desenvolvido e respeitado na comunidade mundial.

Enquanto os verdadeiros empresários e empreendedores lutam para manterem seus empreendimentos honestamente, respeitando as regras e leis aprovadas pelos organismos competentes, essa outra classe de aproveitadores usurpa recursos públicos e fazem negociatas para benefícios espúrios em detrimento das conseqüências geradas e seguem ditando regras, tratando aqueles que o cercam como se fossem os donos do mundo e do destino das pessoas. Vislumbram o ganho pessoal independente o quanto de malefícios essas ações causarão à sociedade, às famílias, ao meio ambiente e às gerações futuras.

Muito se tem falado em responsabilidade social e felizmente as empresas sérias, independente do ramo de atuação estão definindo em suas missões esse princípio. A história já nos mostrou na prática que os movimentos socialistas e capitalistas não sobrevivem isoladamente. Como exemplo do lado socialista, na Europa assistimos a ruptura destes blocos e a morte dos movimentos utópicos comunistas. No Brasil, vimos o discurso socialista que na prática não se concretizou através dos partidos de esquerda. Já o capitalismo está fadado ao caos se não for encarado como um sistema que além do lucro busque também o crescimento econômico/social, formação e educação da sociedade. Então, não devemos ser radicais e sim aproveitarmos o que os dois sistemas têm de melhor e utilizá-los na prática. Eu chamo esse “novo” sistema de capital para o social, onde devemos seguir o princípio básico do capitalismo, que é o trabalho/capital/lucro para atingirmos o princípio do socialismo que é o bem comum.

Infelizmente o “coronel” do século XXI e seus filhotes estão inseridos em nosso sistema, entre o capital e o social. Pelo lado do social ele desvia para o bolso os recursos oriundos de fontes oficiais (Estado) e corrupção. Pelo lado do capital, pensando somente em si, não destina parte do resultado de seus negócios aos colaboradores que foram co-responsáveis pelo sucesso e também para a comunidade, a fim de perpetuar sua empresa no mercado e fortalecer a imagem de responsabilidade social.

Assim como se combate: nas empresas a improdutividade, na pecuária as pestes, na agricultura as pragas, devemos na sociedade, como cidadãos, combatermos com força e vigor os “coronéis” e seus filhotes para deixarmos um legado ético e de exemplo positivo para as próximas gerações. Que elas possam ter orgulho de contar a sua história e da nação baseado, não nos “coronéis” citados aqui, mas sim nos homens de caráter, empresários e empreendedores que investiram seu capital, tempo e conhecimento para resgatar e colocar a nação no topo das mais evoluídas no âmbito social e econômico.

A semente para a mudança e eliminação dessa cultura “coronelista” está na educação formal e de caráter, cujo objetivo seja exclusivamente a formação de cidadãos preparados para o mercado, com senso crítico, argumentação e coragem de para encarar os desafios e mudanças que vivemos cada vez mais com maior intensidade. Educação moral e ética que os “coronéis” não possuem!

Encerro fazendo uma pergunta: Na sua região ainda existe “coronel” ou seus filhotes?

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6

de

agosto

O SUCESSO E FRACASSO NOS NOVOS EMPREENDIMENTOS

 

Artigo publicado em Agosto/2006 - Jornal O Cadeia - Colider / MT

Levar tombos faz parte do jogo e quem quer ter um negócio próprio corre riscos constantes. Os estudos e levantamentos estatísticos mostram que 70% das empresas fecham as portas antes de completarem seus cinco anos de vida, o que significa, por exemplo, que em São Paulo, cerca de 90 mil falências ocorrem em média a cada ano. Mais, 50 % delas quebram antes de completarem dois anos de funcionamento.

Vejo que o sucesso ou fracasso de um novo empreendimento depende de como se dará o seu início. A razão predominará ou a emoção tomará as rédeas dos seus atos?

Após todos esses movimentos entre as idéias e sonhos, você inicia o processo de concepção, implementação e desenvolvimento da empresa.

Podemos aqui fazer uma analogia com o relacionamento pessoal, mais especificamente em relação ao casamento, onde da mesma forma partimos de um sonho, uma elaboração e planos e por fim atingimos o sucesso ou o fracasso. Tenha certeza, um dos dois caminhos dessa estrada você irá seguir.

Vamos abordar aqui os pontos e ações necessárias para chegarmos a um final feliz na nossa caminhada, mas nunca deixando de esquecer e relembrar o que deve ser evitado para não cairmos em armadilhas.

Sempre após a fase de concepção do novo negócio, onde a ilusão de que tudo irá ocorrer da melhor forma possível, sem nenhum empecilho interno ou externo, que os problemas e entraves ocorrem somente para os nossos concorrentes, é necessário que nosso lado emocional ceda lugar a nossa razão. Inicia-se assim o processo de pesquisa de mercado, tendências, parcerias, e um dos mais importantes trabalhos que é o plano de negócio.

Uma decisão que também pode ser benéfica e facilitar o sucesso é a escolha de um sócio, caso você necessite de apoio financeiro ou técnico na sua empreitada. Mas não se esqueça de nossa analogia, pois a única diferença entre sociedade e casamento são os interesses financeiros da primeira.

As regras entre os sócios devem ser claras deixando bem definidas as responsabilidades de cada um para que as metas sejam atingidas. No casamento não basta amar, na sociedade, embora importante, não basta a afinidade entre os sócios. Deve-se seguir uma linha ética alicerçado no respeito, confiança, honestidade e compreensão e objetivos comuns. Só assim, o negócio terá a chance de se perpetuar.

Aos calouros na abertura de um negócio e mesmo para aqueles que não tiveram sucesso na primeira tentativa, uma das formas de transformar o sonho em realidade é a preparação e conhecimento do terreno onde se irá penetrar. Assim, procure se informar e obter formação sobre:

• O que é ser um empreendedor nos novos tempos
• Quais são as características que um empreendedor de sucesso deve possuir
• Como coletar informações e traçar o plano futuro do negócio (plano de negócios)
• Como, a partir do plano, traçar ações que consolidem o negócio
• Onde e como obter informações para a formalização do negócio

Concluindo, somente entre na busca do negócio próprio depois de conhecer o ambiente, parceiros, sócios, fornecedores e concorrência, mas não perca tempo pois ao seu lado existem outros empreendedores que podem ter a mesma idéia que você ! Para acelerar o processo com qualidade procure um profissional da área para a montagem e execução do plano ou um dos balcões do SEBRAE, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da sua região.

E, a partir desse mês, os artigos aqui publicados além de outros, estarão a disposição também na internet, no BLOG que pode ser acessado através do endereço artm.blog.terra.com.br. Mensagens ou sugestões quanto aos assuntos desta coluna podem ser encaminhadas para o endereço de e-mail: arnomallmann@hotmail.com.

VAMOS À LUTA! 
 

Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas e Marketing
e-mail: arnomallmann@hotmail.com

17

de

julho

O AGRONEGÓCIO E O MUNDO DIGITAL

Artigo publicado em Julho/2006 - Jornal O Cadeia - Colider / MT

 

 Antes de iniciar, gostaria primeiramente agradecer a oportunidade recebida de poder colaborar com a disseminação de informações e conhecimento à comunidade norte-matogrossense, Nortão II, que me recebeu de forma tão acolhedora.

Negócios e Tecnologia é um tema que não se esgota, primeiro pela velocidade com que a tecnologia se desenvolve nas mais variadas áreas e também porque a cada evolução, os negócios são afetados e dinamizados com a adoção das tecnologias desenvolvidas.

Focando especificamente na mola propulsora da região centro-oeste, que é o agronegócio, vemos muita agitação no mercado e manifestações da comunidade produtora referente aos custos de produção, a variabilidade do mercado e os efeitos externos que “inviabilizam” a continuidade do plantio e criação. Partindo-se da premissa que a agricultura e pecuária é uma atividade empresarial comparada a qualquer outro negócio, onde temos que planejar, produzir, comercializar, administrar e controlar todos os fluxos de custo e financeiros, vejo que ainda precisamos evoluir muito, mudar a cultura e tratar de forma séria e profissional essa atividade que é a base da economia mundial, a alimentação.

Os altos investimentos recebidos pelo agronegócio brasileiro, garantiram a produtividade e colocou o Brasil entre os maiores produtores de grãos do planeta, mas isto não basta. Precisamos produzir mais e a custos mais baixos para termos competitividade no mercado mundial e é aí que podemos utilizar a tecnologia para atingirmos tais objetivos. Se pensarmos que os insumos são os vilões dos custos de produção, temos que buscar alternativas para que esses custos baixem e consequentemente poder colocar nossos produtos no mercado com preços mais competitivos.

Empresas tradicionais e produtores do Rio Grande do Sul estão reduzindo os custos através da compra direta de insumos aumentando a competitividade no campo com a eliminação dos intermediários.

Através da centralização dos pedidos de vários produtores em uma compra única, aumenta o poder de barganha frente aos fornecedores e resulta em melhores negócios, tanto para os pequenos, médios e grandes produtores. O sistema funciona a partir de um site na internet onde fornecedores qualificados vendem seus produtos para produtores que aderem ao sistema e podem realizar compras de grandes quantidades.

O sistema beneficia não só a classe produtora, mas também os fabricantes de insumos, pois eles podem atingir todos os produtores, o que seria impossível sem essa ferramenta. Ele é um super-representante nas equipes de venda dos fornecedores.

Na experiência sulista usando essa tecnologia (site de compra na internet), foi obtido por exemplo, uma redução de 30% no preço das compras on-line de sal grosso e 13% do preço do óleo diesel e também afetou as compras de varejo pois os preços tiveram que se adequar ao novo patamar.

Assim, vemos que a internet além de uma ótima opção de lazer e entretenimento pode e deve ser usada para melhorarmos nossa capacidade competitiva tanto no mercado interno quanto externo. Busque novas alternativas, inove, acredite que novos recursos e formas de melhorar a lucratividade de seu negócio existem e não são complexos e intangíveis. Daqui para frente a tecnologia estará apoiando seus negócios mesmo que você não perceba.

VAMOS À LUTA !

 

 

Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas e Marketing
e-mail: arnomallmann@hotmail.com

BlogBlogs.Com.Br

17

de

julho

ARTIGOS PUBLICADOS NO JORNAL OCADEIA

Aos amigos e leitores, informo que a partir desta data estarei publicando aqui no BLOG os artigos que assino mensalmente no O Cadeia, jornal mensal do norte-matogrossense-Nortão II, Colider-MT, e que possui circulação nas seguintes cidades, orgãos e instituições:

Mato Grosso:

Alta Floresta, Analândia do Norte, Carlinda, Cláudia, Colider, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Itaúba, Marcelândia, Matupá, Nova canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo, Santa Carmem, Sinop, Soriso, Terra Nova do Norte, União do Sul,  e Assembléia Legislativa do Estado

Pará:  Novo Progresso

Brasilia: Gabinete dos Deputados Federais e Senadores

São Paulo: Pindamonhangaba e Palácio do Governo de SP

Paraná: Maringá

Rondônia: Cacoal

 

Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas e Marketing
e-mail: arnomallmann@hotmail.com

17

de

julho

Uma pequena apresentação deste blog e do autor

Arno Rogério Tancredi Mallmann
Administrador de Empresas, especialista em Sistemas e Marketing 
e-mail: arnomallmann@hotmail.com

A criação deste blog foi uma iniciativa decorrente da necessidade de dividir com os colegas, amigos e colaboradores, os conhecimentos, idéias e posições formadas e adquiridas no decorrer de nossa caminhada profissional nas áreas da Administração, Sistemas de Informação, Marketing, Gestão Organizacional, Negócios e docência. 
Para que esse trabalho possa evoluir no tempo e em qualidade, já que estamos sempre aprendendo com nossos mestres e alunos, serão sempre benvindas as mensagens, críticas e sugestões dos conteúdos aqui apresentados bem como da profundidade de aplicabilidade dos mesmos na vida prática de cada um dos leitores. Para contatos direcionem as mensagens ao e-mail: arnomallmann@hotmail.com

Conto dessa forma com a colaboração de todos nesse trabalho !

VAMOS À LUTA ! 

 

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